Se pensavas que o design do iPhone já tinha atingido o seu limite com os ecrãs planos e as margens reduzidas, prepara-te para uma mudança radical.
Isto porque a Apple e a Samsung estão a trabalhar juntas para transformar o iPhone num objeto que parece ter vindo diretamente de um filme de ficção científica. Sim, pode parecer estranho ler o nome da Samsung nessa frase. Mas… A realidade é que a Samsung ganha muito mais dinheiro a fornecer componentes às marcas rivais do que a vender smartphones de marca própria. É estranho, mas é absolutamente verdade.
Dito tudo isto, os rumores apontam para o uso de painéis “sem filtros” e, mais surpreendente ainda, para um formato que lembra uma pedra polida (pebble-like). Ou seja, o iPhone que conhecemos hoje pode estar prestes a ser substituído por algo muito mais orgânico e futurista, possivelmente para celebrar o 20.º aniversário da marca.
Ecrãs “Filterless”: O segredo para um iPhone mais fino e brilhante
Portanto, a primeira grande novidade tecnológica nesta área chama-se CoE (Color Filter on Encapsulation). Ou seja, em vez de usar uma camada espessa de plástico para filtrar as cores, a Samsung está a integrar o filtro diretamente no processo de encapsulamento do OLED. Assim, o ecrã torna-se significativamente mais fino, mais brilhante e, acima de tudo, consome muito menos energia.
Mais concretamente, esta tecnologia já foi estreada pela Samsung no seu Galaxy S26 Ultra, provando que é viável para o mercado de massa. Para a Apple, isto é mel, pois permite poupar bateria sem ter de aumentar o tamanho físico do dispositivo. No fim do dia, todos queremos um ecrã que se veja bem ao sol, mas que não “beba” a carga toda em duas horas.
O regresso das curvas? Um iPhone que parece uma pedra?
IMAGEM
Mas o que está realmente a dar que falar é o design “quad-curved”.
Ou seja, ao contrário dos ecrãs planos que a Apple reintroduziu com o iPhone 12, este novo conceito aposta em curvas nos quatro cantos do aparelho. Isto significa que as margens (bezels) vão parecer praticamente inexistentes, criando a ilusão de que o telemóvel é apenas um pedaço de vidro contínuo.
Para que este design funcione, a Apple terá de esconder finalmente o Face ID e a câmara frontal por baixo do ecrã. Ou seja, o objetivo é eliminar qualquer interrupção visual na frente do dispositivo. É uma jogada arriscada, visto que ecrãs curvos são historicamente mais frágeis e propensos a toques acidentais. Portanto, a grande questão é: será que a Apple vai sacrificar a durabilidade em nome de uma estética fora do normal?
Conclusão: Estética ou Praticidade?
A Apple está a preparar algo grandioso, disso não há dúvida. O fim das margens e a adoção de formas mais curvas pode ser o sopro de ar fresco que o design do iPhone precisa. Mas, como sempre digo, a beleza tem um preço. Um ecrã que curva para todos os lados é um pesadelo para proteger com uma capa e um íman de faturas de reparação.
No entanto, o novo CEO da Apple é alguém bastante mais ligado ao hardware e não aos negócios seguros. Por isso, pode haver aqui pernas para andar.









