É o título que está a encher as redes sociais e os fóruns de discussão! Ou seja, a partir de 2027, todos os smartphones na União Europeia vão ter de ter baterias substituíveis. O que claro, à primeira vista, parece a vitória final do consumidor contra a obsolescência programada. Mas não te deixes enganar. Há exceções que podem deixar tudo como estava antes.
Ou seja, se pensavas que ias voltar aos tempos em que bastava tirar a capa de plástico para trocar a bateria em cinco segundos? Podes tirar desde já o cavalinho da chuva. O plano das fabricantes é outro e a lei dá-lhes a margem de manobra necessária para continuarem a fazer o que querem.
No fim do dia, para quem quer um Pro, um Ultra ou um qualquer iPhone, não vai mudar nada.
A “ratoeira” das exceções!
A União Europeia quer que tu possas trocar a bateria sem precisares de ferramentas especiais ou conhecimentos de engenharia da NASA. O que é obviamente fantástico. Porém, o texto da lei deixa portas abertas que marcas como a Apple ou a Samsung vão aproveitar de certeza absoluta.
- Resistência à água (IP68): Se o telemóvel for selado para garantir que podes mergulhar com ele, as regras de substituição facilitada são muito mais flexíveis. As marcas vão argumentar que, para manteres o teu smartphone “à prova de tudo”, a bateria não pode ser acessível por um utilizador comum.
- Longevidade da bateria: Se a fabricante garantir que a bateria mantém 80% da sua capacidade após 500 ou 1000 ciclos de carga completa, pode escapar à obrigação de permitir que o utilizador a troque em casa. Ou seja, basta-lhes prometer qualidade no papel para manterem o design selado.
- Acesso a ferramentas: A lei diz que o utilizador deve conseguir trocar a bateria. Mas “conseguir” pode significar apenas que a marca tem de te vender um kit de reparação oficial e fornecer um manual técnico. Na prática, continua a ser uma dor de cabeça para 90% das pessoas.
Ou seja, fica tudo igual, porque todas estas exceções já existem no mercado. Especialmente no lado dos smartphones premium.
O design vai continuar a mandar?
Mesmo que exista uma maior facilidade de troca, não penses que as marcas vão abdicar do vidro e do metal fino para voltarem ao plástico removível. O mercado “Premium” vive da estética e do toque luxuoso. Alguém acredita mesmo que a Apple vai lançar um iPhone 19 Pro que se abre como um comando da televisão? Óbvio que não.
O que vai acontecer é que as marcas vão fazer o mínimo indispensável para cumprir a lei, mantendo a bateria colada ou presa por conectores proprietários que te obrigam, na mesma, a passar pela marca se não quiseres destruir o ecrã no processo.
Conclusão: É uma vitória ou apenas marketing político?
É um passo na direção certa, é verdade. Obrigar as marcas a pensarem na reparabilidade é positivo, mas o consumidor não pode cair no erro de achar que o problema está resolvido. Não te deixes enganar! As exceções são o buraco por onde as grandes fabricantes vão fugir.
Por isso, se queres um telemóvel que dure 5 ou 6 anos, vais continuar a depender da boa vontade das atualizações de software e da sorte de não apanhares um componente defeituoso. A bateria substituível “à moda antiga” é uma miragem que dificilmente voltará aos modelos de topo.







