Fala-se há muito tempo do regresso da Sony ao mundo das consolas portáteis, e sinceramente, já fazia falta. A PSP foi um fenómeno, a Vita tinha potencial para muito mais, e desde então a gigante Japonesa parece ter deixado esse espaço entregue a PCs portáteis, Androids gaming e às maluqueiras retro que andam a inundar a Internet.
Mas, se os rumores mais recentes estiverem realmente certos, a próxima aposta portátil da Sony pode não ser apenas mais uma consola pequena para acompanhar a PS6. De facto, também não deve ser uma sucessora real à PSP ou PS Vita. Mas, ainda assim, pode muito bem ser uma das máquinas mais interessantes que a marca já lançou.
Uma portátil que corre PS4, PS5 e até jogos PS6?
É exatamente aqui que a coisa começa a ficar interessante.
Ao que tudo indica, a futura portátil da Sony não vai servir apenas para streaming ou para experiências limitadas. A ideia passa por ter uma máquina capaz de correr jogos PS4 e PS5 de forma nativa, ao mesmo tempo que fica preparada para a nova geração da marca.
Se isto se confirmar, estamos a falar de uma consola com acesso a uma biblioteca absurda.
Sim, isto significa que não vão existir jogos pensados de raiz para esta consola portátil. Mas, nos tempos que correm, meter uma nova plataforma de desenvolvimento não iria resultar. Os estúdios já não conseguem com mais consolas. Por isso, uma nova PlayStation que já corre tudo o que existe, tem tudo para funcionar.
É algo que passa a ser uma porta de entrada para anos e anos de jogos PlayStation, incluindo muitos títulos que nunca chegaram ao PC, que nunca tiveram remaster decente, e que continuam presos ao ecossistema da Sony.
Isto pode ser ouro puro para o retro!
Quando se fala em retro gaming, muita gente pensa logo em PS1, PS2, Mega Drive, Game Boy e afins. Mas a realidade é que a PS4 já começa a entrar numa zona muito estranha, onde já não é propriamente atual, mas também ainda não é fácil de preservar ou emular como deve ser.
Sim, já existem projetos no PC. Mas continuam verdes, inconsistentes e limitados a um número muito pequeno de jogos.
É por isso que uma portátil da Sony capaz de correr PS4 nativamente pode ser uma pequena bomba. Não porque vá substituir todas as consolas retro do mundo, mas porque pode dar acesso a uma biblioteca muito específica que continua difícil de apanhar fora do hardware original.
No fundo, seria quase uma Vita… mas a sério
A Sony já tentou este caminho antes. O problema é que a Vita apareceu cedo demais, cara demais, e sem o apoio que precisava. Era uma boa máquina, tinha personalidade, mas ficou pelo caminho.
Desta vez, o cenário é outro. Hoje já existe mercado para portáteis gaming. Aliás, existe mercado a mais. Steam Deck, ASUS ROG Ally, Legion Go, consolas Android, máquinas Linux, emuladores de bolso, tablets transformados em consolas. O utilizador já percebe o formato. Já quer jogar em qualquer lado. Já aceita pagar por isso.
A Sony chega tarde, sim. Mas pode chegar no momento certo.
No final do dia, a Sony pode ter aqui uma ideia muito séria e importante.
Se isto ficar pelo rumor, fica. Mas se a Sony avançar mesmo com esta estratégia, então a conversa muda de figura.
Porque de repente deixamos de falar apenas de uma PS6 portátil. Passamos a falar de uma consola capaz de preservar, transportar e dar nova vida a uma parte enorme da história recente da PlayStation.
Por isso sim, pode muito bem tornar-se uma das portáteis mais desejadas dos últimos anos.







