A guerra das telecomunicações em Portugal continua viva, e ainda bem que assim é. Porém, continua viva porque a DIGI continua a fazer pequenas mexidas na sua estratégia, que eventualmente tocam onde mais dói às rivais. No preço.
Ou seja, a DIGI baixou preços, melhorou as condições, e como é óbvio, apesar de a DIGI não ser low-cost, obrigou todos os consumidores a voltar a olhar para esse lado do mercado. Ou seja, enquanto as três grandes operadoras continuam agarradas às suas margens, do outro lado, UZO, Woo e Amigo não ficaram quietas.
Houve resposta? Claro que sim. Mas muito previsível. Como tem sido sempre até aqui. Ou seja, estas submarcas não mexeram nos preços como a DIGI. Apenas fizeram aquilo que já andavam a fazer, ou seja, campanhas temporárias que estranhamente… Nunca acabam.
A DIGI voltou a apertar? E bem!
A jogada da DIGI foi direta. O tarifário de 50 GB continua nos 4 euros, o de 150 GB fica nos 5 euros, e o ilimitado baixa para 6 euros, podendo descer ainda mais em certos cenários de combinação com outros serviços da operadora.
Ou seja, se a DIGI já tinha impressionado com os preços de lançamento, e até prometeu não aumentar nada… A realidade é que a mais recente operadora no mercado português baixou ainda mais os seus valores. Criando assim um pacote ainda mais apelativo para o português que está farto de pagar demasiado por serviços essenciais.
As rivais responderam. Mas responderam à defensiva.
UZO, Woo e Amigo decidiram prolongar as campanhas promocionais até 15 de maio. Ou seja, continuam com os 100 GB por 5 euros e com o ilimitado por 7 euros. Parece competitivo? Sim. Mas só até olhares para o que a DIGI está a fazer ao lado.
No fundo, a resposta existe. Mas é uma resposta tímida. Ainda assim resulta, porque a DIGI ainda mete medo na cobertura.
Curiosamente, as três marcas low-cost oferecem o mesmo exato pacote. O que é… Exatamente o mesmo que aconteceu durante anos com a MEO, NOS e Vodafone.
Claro que nem tudo é preço
Também convém dizer isto. Nem toda a gente escolhe uma operadora só pelo valor mensal. Há quem queira eSIM, há quem valorize mais minutos e SMS, há quem confie mais numa determinada rede, e há quem simplesmente não queira arriscar numa operadora que ainda está a crescer.
A Amigo continua a puxar pelo lado dos 5000 minutos e SMS. A Woo e a UZO destacam o eSIM, e a UZO continua a apostar em chamadas ilimitadas com um limite mais curto nas mensagens.
Mas… Podia existir mais ambição no preço, porque é para aí que as pessoas olham antes de considerar o resto.
Isto só favorece a DIGI!
Por muito que a MEO, NOS e Vodafone apontem a DIGI como low-cost, a realidade é que não é. Aliás, a DIGI continua a investir forte na cobertura, tanto no lado da rede móvel como também na fibra.
Por isso, com o passar do tempo, a DIGI vai ficar apenas mais forte, e mais cedo ou mais tarde, a retórica do serviço low-cost vai cair por terra. E depois? O que se faz? É jogar contra o tempo, e que eu saiba, o tempo nunca perdeu contra ninguém.







