DIGI perdeu a guerra do logótipo azul na Europa. E isto pode ser pior do que parece.
Como deves saber, a DIGI tem crescido a sério em vários mercados europeus, e em Portugal já ninguém a vê como uma curiosidade. É uma certeza, e acima de tudo é uma operadora que entrou capaz de mexer com os preços, obrigar a concorrência a reagir e construir uma imagem muito própria.
A empresa não conseguiu garantir proteção exclusiva para o seu logótipo azul na União Europeia.
Não é só uma questão de design. É uma questão de proteção da marca!
À primeira vista, isto pode parecer uma daquelas novelas jurídicas que pouco importam ao consumidor. DIGI é DIGI e mais nada. Mas o logótipo de uma operadora não é apenas um desenho bonito metido numa loja, num router ou numa campanha online. É identidade, reconhecimento imediato e, acima de tudo, proteção legal.
Se a marca não consegue garantir exclusividade sobre esse símbolo no setor onde opera, fica muito mais exposta a cópias, confusões e aproveitamentos. Ou seja, a DIGI pode continuar a usar o logótipo. Mas fica com muito menos armas para impedir que outros façam algo demasiado parecido.
Como é que isto acontece?
A decisão acaba por ser particularmente pesada porque não nasceu apenas de uma interpretação criativa do regulador. A DIGI falhou nos prazos do recurso, e isso por si só já ajuda a explicar porque razão a derrota ficou praticamente fechada.
Mas há mais. O próprio EUIPO já tinha levantado dúvidas sérias sobre o sinal em si. A palavra “DIGI” foi vista como demasiado próxima de “digital”, e o conjunto visual, com tipografia simples e azul escuro, não foi considerado suficientemente distintivo para telecomunicações.
Traduzindo isto para português simples, a Europa olhou para o logótipo e achou-o demasiado genérico para merecer proteção forte no coração do negócio da empresa.
Isto afeta diretamente Portugal, Espanha e o resto da operação europeia
É aqui que a história deixa de ser abstrata. A DIGI já está a operar ou a crescer em mercados como Portugal, Espanha, Roménia, Itália e Bélgica. E é precisamente nesses mercados que a marca queria consolidar a sua nova imagem azul como algo seu, protegido e defensável.
Agora? É provável que muita coisa mude, o que não mete a operadora na estaca zero, mas obriga a um novo investimento na comunicação.








