Se tens alguma idade, é muito provável que ainda te lembres dos tempos em que deixar o computador ligado sem mexer nele significava ver qualquer coisa estranha a mexer no ecrã. Linhas coloridas, túneis 3D, torradeiras voadoras, formas psicadélicas… havia de tudo.
Aliás, eu sou do tempo em que na escola se ligavam projetores, ou se ia buscar a TV com leitor de DVD, onde ficávamos todos à espera que o símbolo do DVD tocasse num dos 4 cantos da televisão. Bons tempos.
Dito tudo isto, durante muito tempo, os screensavers foram quase uma imagem de marca do mundo dos PCs. Mas, de repente, desapareceram. Ou melhor, deixaram de ter relevância.
Os screensavers existiam por uma razão muito simples
No início, os monitores usavam tecnologia CRT. Ecrãs grandes, pesados, quentes e com um problema muito próprio. Se uma imagem ficasse demasiado tempo parada no mesmo sítio, podia ficar “queimada” no ecrã. (Algo que também pode acontecer no OLED, mas com uma gravidade diferente).
Era exatamente para evitar isso que os screensavers existiam.
Ou seja, quando o computador ficava parado, entrava uma animação qualquer para impedir que a imagem fixa ficasse marcada para sempre.
Depois chegaram os LCD… e mudou tudo!
Com a chegada dos ecrãs LCD, esse problema deixou de ser uma preocupação real para a grande maioria dos utilizadores. Os LCD são mais finos, mais leves, mais eficientes e, acima de tudo, não sofrem do mesmo tipo de burn-in que os velhos CRT.
Ou seja, o principal motivo para usar um screensaver desapareceu.
A partir daí, os screensavers passaram a ser mais uma curiosidade do que uma necessidade.
Hoje já não servem só para “salvar o ecrã”
Mesmo em máquinas com LCD, os screensavers ainda podem ter alguma utilidade.
Por exemplo, podem servir como camada extra de segurança. Ou seja, se o computador entrar em screensaver e pedir palavra-passe ao voltar, já tens ali uma proteção simples mas útil, especialmente em portáteis usados em locais públicos.
Também podem ser usados como gatilho para certas tarefas automáticas. Alguns antivírus, por exemplo, aproveitam momentos de inatividade para correr análises mais pesadas.
No fundo, o screensaver deixou de ser essencial para o ecrã… mas ainda pode ser útil para o sistema.
No fim do dia, o screensaver morreu… mas não desapareceu. Aliás, com o OLED a ganhar popularidade, até pode vir a voltar dentro de muito em breve.
A verdade é simples. Os screensavers deixaram de ser importantes porque a tecnologia resolveu o problema que lhes deu origem.
Mas isso não significa que tenham desaparecido por completo. Apenas perderam protagonismo. Algo que pode mudar num futuro muito próximo.









