Lançar produtos todos os anos onde quase nada muda é… cada vez mais normal. Basta olhar para os iPhones, Samsungs, etc… desta vida. Mas lançar algo novo vários anos após o lançamento da última geração, e não mudar quase nada… isso é novidade para quase todos nós.
Os AirPods Max 2 já foram anunciados, mas há um problema difícil de ignorar. Isto parece muito mais uma atualização para manter o produto vivo do que uma verdadeira nova geração.
Sim, a Apple chama-lhes AirPods Max 2. E, de facto, já se passaram 6 anos desde o lançamento do modelo original. Mas… as mudanças são extremamente ligeiras. E quase todas giram à volta do chip H2.
AirPods Max 2: muito nome, pouca revolução
Ao que tudo indica, os novos AirPods Max 2 não foram pensados para empurrar o produto para a frente. Foram apenas pensados para o manter relevante e, claro, continuar a vender. Afinal de contas, o preço continua o mesmo, e agora tem o “2” no nome.
Mas, ao fim de seis anos, esperava-se mais. Muito mais.
Então o que mudou afinal?
A grande novidade é a chegada do chip H2, que permite melhorias em vários pontos:
- cancelamento ativo de ruído mais eficaz
- melhor modo transparência
- novas funcionalidades inteligentes
- melhor qualidade de áudio em alguns cenários específicos
De resto, o design é o mesmo, o peso continua praticamente igual, e a autonomia continua presa às 20 horas. Sim, em 2026, a Apple continua a achar que isso chega para um produto deste preço.
A Apple está a vender marketing?
É aqui que a conversa fica interessante. Há cada vez mais quem diga que a Apple está a misturar marketing com inovação. E, neste caso, é difícil discordar.
Chamar “AirPods Max 2” a isto é uma jogada muito mais comercial do que técnica.
Um verdadeiro produto sucessor devia ter ido bem mais longe. Menos peso, mais bateria, uma case melhor, talvez um design revisto, e uma evolução clara na experiência de utilização.
É estranho, especialmente quando a Apple até tem tido bons lançamentos ao longo dos últimos tempos.
O mais estranho? Há alternativas melhores.
Outro detalhe curioso é que os AirPods Max com USB-C já andam a preços mais baixos em algumas lojas. E, mesmo assim, continua a ser difícil justificar o valor pedido quando há alternativas mais completas, ou até dentro da própria Apple.
Aliás, para muita gente, os AirPods Pro 3 fazem mais sentido. Custam muito menos, ocupam menos espaço, e, para a maioria dos utilizadores, acabam por ser um produto muito mais equilibrado.
Conclusão
Os AirPods Max 2 não parecem uma nova geração. Parecem uma atualização cirúrgica para manter o produto a mexer… muito provavelmente com margens mais gordas.









