Os rumores sobre o primeiro iPhone dobrável continuam a aparecer quase todas as semanas. Aliás, o ritmo até tem vindo a aumentar, porque o lançamento está cada vez mais próximo. Mas aqui é preciso ter em conta que este iPhone nunca vai ser uma coisa barata, até porque um iPhone barato é uma cena que não existe.
Porém, é um produto que vai entrar num mercado que já não é por si muito saudável. O smartphone dobrável é tudo menos uma novidade, e como tal, para ter sucesso, a Apple tem de fazer as coisas de maneira diferente. Além disso, tem de lançar a sua alternativa a um preço que faça sentido.
Aliás, a Apple já tem experiência com produtos inovadores a preços absurdos que acabam por falhar. Como foi o caso do Apple Vision Pro, que chegou ao mercado com uma proposta extremamente interessante, mas também com um preço que afastou a grande maioria dos consumidores.
Apple queria ser mais cara, mas sabe que não pode.
Ao que tudo indica, o iPhone Fold vai chegar ao mercado à volta dos 2000€. Ou seja, o mesmo exato preço de todos os outros dobráveis do tipo Fold que já existem no mercado. Mas… O objetivo inicial era pedir ainda mais dinheiro. Especialmente nesta altura do campeonato, em que os componentes estão pela hora da morte.
Aliás, os custos de produção dos smartphones continuam a subir, com destaque para a memória RAM e para o armazenamento, que em alguns casos já conseguem ultrapassar o custo do próprio processador topo de gama.
O problema é que apesar de todo o “hype”, a realidade é que os dobráveis precisam de vida nova, precisam de subir de nível, e isso só pode acontecer se o iPhone Fold for pelo menos “acessível”. Ou melhor, acessível dentro daquilo que é o segmento premium.
Se a Apple exagerar no preço, corre o risco de repetir a história de outros produtos demasiado caros para aquilo que o mercado está disposto a pagar.
Produto “Ultra” significa preço ultra?
Segundo o jornalista Mark Gurman, o iPhone Fold faz parte de uma nova categoria de produtos que a Apple está a preparar chamada “Ultra”. Ou seja, equipamentos posicionados acima da gama Pro, que apresentam margens um bocadinho acima daquilo que é o normal.
Ao mesmo tempo, também significa hardware mais avançado, tecnologias mais complexas e uma aposta maior na diferenciação face ao resto do mercado.
Mas, não há espaço para mais. A Apple sabe que consegue vender. Mas também sabe que não pode meter preços abusivos. Há coisas mais importantes… Como comer ou pagar a renda.
E no meio de uma economia cada vez mais apertada, até um dobrável da Apple tem de fazer algum sentido para quem está do outro lado da carteira.
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