Uma das grandes críticas ao novo MacBook Neo sempre foi simples. Especialmente antes do seu lançamento oficial.
- “É só um portátil barato com um chip de iPhone lá dentro.”
A frase até parece forte, mas cai um bocadinho por terra quando começam a aparecer os primeiros números. Isto porque, segundo os resultados que começaram a circular, o MacBook Neo consegue oferecer uma performance quase 50% superior ao M1 em single-core, ao mesmo tempo que fica muito perto no lado multi-core.
Ou seja, o portátil barato da Apple não é só interessante no papel. É realmente rápido e eficiente.
O chip do iPhone é mais do que suficiente para um portátil barato!
A reação de muita gente foi imediata. “Espera aí… o meu iPhone 16 Pro é assim tão poderoso?” Pois. É!
Na realidade, isto diz mais sobre aquilo que a Apple tem andado a fazer no lado dos chips mobile do que propriamente sobre o MacBook Neo. Os iPhones topo de gama andam há anos a receber processadores absurdamente poderosos para aquilo que a esmagadora maioria das pessoas faz com um smartphone.
Abrir apps, tirar fotos, gravar vídeo, jogar, editar pequenas coisas, usar IA localmente. Tudo isto exige cada vez mais poder de processamento, mas mesmo assim continua a ser difícil não olhar para isto e pensar que há ali músculo a mais para 90% dos utilizadores.
E é exatamente aqui que a Apple viu uma oportunidade. Se o chip já existe, se já é produzido em massa, e está agora muito mais barato, porque não meter esse mesmo chip dentro de um portátil barato?
O MacBook Neo não quer ser Pro. Quer ser rápido onde interessa
Convém também perceber uma coisa. O MacBook Neo não foi criado para renderizar vídeo 8K durante horas, correr modelos pesados localmente ou substituir um MacBook Pro numa agência ou estúdio.
Foi criado para navegar, escrever, estudar, fazer chamadas, abrir aplicações do dia-a-dia e aguentar-se muito bem nesse tipo de tarefas. E para isso, a performance single-core é extremamente importante.
O M1 continua excelente. Mas isto mostra o quão agressivo é o Neo
Também é importante meter as coisas em perspetiva. Qualquer MacBook equipado com um SoC M1 continua a ser uma máquina incrível, especialmente tendo em conta a idade que já tem. Há imensa gente que ainda usa um M1 todos os dias sem qualquer razão para mudar.
Por isso, quando o Neo aparece a bater o M1 de forma tão clara em single-core, isso não é uma crítica ao M1. É um elogio àquilo que a Apple conseguiu fazer com um portátil de entrada de gama. Um Neo com um processador de iPhone. Nunca esquecer isso.









