Ontem noticiámos que várias apps extremamente populares dentro do mundo do streaming tinham sido removidas, algumas delas de forma definitiva, das plataformas mais importantes do mercado mundial. Ou seja, da Play Store da Google e da App Store da Apple. Mas aqui temos de ser muito honestos: são apps quase sempre associadas ao IPTV pirata.
Uma jogada muito interessante, porque apesar do facto de as apps em si não terem nada de ilegal, a realidade é que “toda a gente” sabe para o que é que são utilizadas no dia-a-dia. Por isso, acabaram removidas das plataformas.
Onde é que quero chegar? Vamos por partes.
O mais recente ataque ao IPTV pirata é muito inteligente!
Já por muitas vezes comentei que quando a pirataria se torna demasiado fácil, ou recompensadora, não há como meter um travão no processo.
Afinal de contas, se é possível poupar largas centenas de euros por ano ao instalar uma única app na TV, na box ou no telemóvel… Ao mesmo tempo que o perigo de ser apanhado é quase nulo, porque em Portugal esse risco ainda não existe. Qual é o lado negativo de toda a situação?
Ou seja, quando até o “avô” tem uma subscrição de IPTV pirata e chega ao ponto de comentar a situação alto e bom som no café da rua, ao dizer que só paga 5€ por mês para ver a bola com os netos, isto é um óbvio mau sinal para a indústria.
Mas esta situação do “avô” só acontece porque é de facto muito fácil ter acesso a uma subscrição de IPTV pirata. Isso pode mudar.
Até aqui sempre foi muito fácil. Arranjas o serviço, pagas, instalas uma app à tua escolha e metes os dados que te dão acesso ao servidor responsável pela partilha dos canais.
O que acontece quando o processo fica mais complicado?
Simples. As pessoas vão ter mais dificuldade em aceder aos serviços e podem ficar assim mais motivadas a optar pela via legal, que é obviamente mais simples, apesar de mais cara.
Ao remover estas aplicações das lojas oficiais, as empresas estão a atacar exatamente o ponto mais fácil de acesso. Ou seja, o local onde milhões de utilizadores descobrem e instalam estas ferramentas.
Se a instalação deixar de ser simples, rápida e acessível para qualquer pessoa, é muito provável que parte dos utilizadores ocasionais acabe por desistir.
E é precisamente aqui que esta estratégia pode fazer mais diferença do que anos de bloqueios de links ou de sites individuais.





