A novela em torno da possível fusão entre a Warner Bros. Discovery e a Netflix acaba de dar uma volta inesperada. Ou seja, quando tudo indicava que a Netflix ia avançar com a compra, a Paramount entrou em cena, subiu a parada… e basicamente mudou o jogo.
O dinheiro manda sempre mais!
Netflix sai da corrida. Porquê? Porque a Paramount subiu a oferta!
Portanto, a Netflix confirmou que já não vai avançar com a aquisição da Warner Bros. Discovery. O motivo é simples. A Paramount Skydance aumentou a sua proposta para 31 dólares por ação, colocando assim o valor total do negócio dezenas de milhares de milhões acima da oferta da Netflix.
Mais curioso ainda, a Paramount vai pagar 2.8 mil milhões de dólares à Netflix para cobrir a taxa de rescisão contratual acordada anteriormente com a Warner.
Ou seja, alguém está mesmo disposto a apostar forte neste negócio.
E o que é que isto significa para o gaming?
Aqui é que a coisa fica interessante… e talvez um pouco preocupante.
A divisão de gaming da Netflix ainda está a dar os primeiros passos, mas vinha a ganhar forma. Uma aquisição deste tamanho colocaria a empresa numa posição muito mais forte para gerir estúdios como a NetherRealm ou a Rocksteady.
Já a Paramount não tem praticamente histórico no desenvolvimento de jogos AAA. O foco da empresa está claramente no cinema, televisão e streaming tradicional.
Isso levanta uma dúvida legítima. Será que o gaming é prioridade neste negócio? Ou passa a ser apenas um ativo secundário dentro de um portefólio gigante? Pode até vir a ser vendido a “alguém” num futuro bem próximo.
O negócio ainda não está fechado
Apesar da proposta reforçada, a fusão entre Paramount e Warner Bros. ainda terá de passar por aprovação regulatória.
E esse processo pode demorar anos.
Até lá, tudo pode acontecer. Desde ajustes nas condições até eventuais novas reviravoltas.
No meio disto tudo…
A Netflix perde uma oportunidade estratégica gigante. Isto enquanto a Paramount ganha escala.
E o futuro das divisões de gaming da Warner fica, no mínimo, em aberto.
Resta saber se esta fusão vai criar um novo colosso mais competitivo… ou apenas um conglomerado ainda mais pesado e difícil de gerir.









