Sabes quando entras numa sala… E sentes um cheiro estranho? Um cheiro a confiança extrema? É exatamente isso que a BYD começa a emanar na Europa, especialmente em mercados como o nosso que gostam sempre de experimentar e adotar aquilo que é novo, desde que valha a pena.
Pois bem, hoje tivemos a BYD a lançar o novo ATTO 2 DM-i! Um automóvel que quer ser um SUV compacto capaz de fazer 1000 quilómetros sem grandes dramas. Como se isso não fosse o suficiente, também tivemos o anúncio de uma versão do ATTO 2 100% elétrica com mais equipamento, e claro, mais bateria. É uma grande e profunda aposta no mundo dos SUVs compactos, com escolhas (e preços) para todos.
Mas, o mais interessante é o facto de que a BYD começa a olhar para os híbridos de uma outra forma, o que também começa a passar a mensagem de que a aposta elétrica tem de coexistir com motorizações híbridas mais inteligentes e eficientes.
BYD ATTO 2 DM-i chega a Portugal e quer ser o SUV compacto que faz 1000 km sem dramas
Portanto, a BYD acaba de lançar em Portugal o novo BYD ATTO 2 DM-i e a mensagem é clara… Isto não é só mais um híbrido plug-in.
É uma tentativa séria de redefinir o que deve ser um SUV compacto em 2026.
Estamos a falar de autonomia elétrica real para o dia a dia, 1000 km combinados e consumos anunciados de apenas 1.8 litros gastos por cada 100 km percorridos. Tudo isto a partir de 33.990 euros. É inegável que os híbridos plug-in começam a ser cada vez mais o foco dos consumidores, em vez da alternativa elétrica.
90 km elétricos? Sim, e claro, 1000 km no total.
O ATTO 2 DM-i utiliza a tecnologia Super Híbrida Plug-in com Dual Mode da BYD, já vista noutros modelos da marca como o SEAL U DM-i.
Na prática, estamos a falar de um Plug-In que dá muita primazia ao funcionamento como um 100% elétrico. Ou seja, as rodas são movidas quase sempre pelo motor elétrico, com o motor 1.5 a gasolina a entrar em ação sobretudo para gerar energia e manter a bateria carregada. Só em situações de maior exigência é que ambos trabalham em conjunto.
Os números oficiais impressionam:
- 90 km de autonomia 100% elétrica em ciclo combinado WLTP
- 1000 km de autonomia combinada
- Consumo ponderado de 1.8 L por cada 100 km
- 0 aos 100 km h em 7.5 segundos
- 212 cavalos de potência combinada
Para quem faz deslocações diárias casa trabalho dentro dos 30 ou 40 km, é perfeitamente possível andar quase sempre em modo elétrico, o que significa muita poupança ao fim do mês. Dito isto, quando chega a viagem mais longa, não há ansiedade de autonomia.
Compacto por fora, espaçoso por dentro
O carro, em si, não é muito diferente do ATTO 2 que já tivemos a oportunidade de testar.
Aparece com 4.33 metros de comprimento, 1.83 m de largura e 1.67 m de altura, posiciona-se claramente no segmento dos SUV compactos. A distância entre eixos de 2.62 m ajuda no espaço interior, e isso nota-se sobretudo atrás.
A bagageira começa nos 425 litros e pode chegar aos 1335 litros com os bancos rebatidos. Números muito interessantes para um modelo deste tamanho.

O design mantém a linguagem SUV da marca, com assinatura luminosa traseira contínua e farolins inspirados no “nó chinês”. Há também nova cor Midnight Blue disponível.
Interior tecnológico e bem equipado
Primeiramente, no habitáculo encontramos:
- Painel digital de 8.8 polegadas
- Ecrã central tátil de 12.8 polegadas
- Assistente de voz ativado por “Hi, BYD” com IA generativa
- Teto panorâmico
- Piso traseiro totalmente plano
A versão disponível em Portugal é a Boost, que já traz praticamente tudo de série:
- Jantes de 17 polegadas
- Bancos em pele vegan
- Bancos e volante aquecidos
- Câmara 360 graus
- Sensores dianteiros e traseiros
- Carregador sem fios de 50 W
- Sistema V2L com até 3.3 kW
Ou seja, não estamos a falar de um modelo base despido.
Bateria Blade e foco na eficiência
Tal e qual como a versão elétrica, o ATTO 2 DM-i utiliza uma bateria Blade Battery LFP da BYD, agora com 18 kWh de capacidade. Conta com carregamento AC até 6.6 kW, o que significa que passa de 15% a 100% em cerca de 3 horas.
Parece pouco? Aqui é importante perceber que este modelo não tenta competir com elétricos puros. Tenta oferecer o melhor dos dois mundos.
E no contexto português?
De forma a resumir tudo isto, com preços dos elétricos ainda elevados e rede pública de carregamento a variar muito em custos, um PHEV com 90 km reais elétricos pode ser uma solução interessante para quem quer reduzir consumo sem mudar completamente de paradigma.
Afinal, pelo preço, entra numa zona onde muitos híbridos tradicionais ainda oferecem menos autonomia elétrica e menos potência. Além de tudo isto, a BYD já mostrou com outros modelos que veio para ficar, sendo exatamente por isso que agora quer conquistar também o segmento dos SUV compactos híbridos plug-in.
Entretanto, se faltava confiança no lado do consumidor para comprar um BYD, basta olhar um bocadinho para aquilo que a fabricante anda a fazer por cá. O investimento é sério, e a confiança no produto é ainda mais.
Agora resta saber se o consumidor português está pronto para olhar para a marca com a mesma naturalidade com que olha para os nomes europeus tradicionais.
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