Parece que a PlayStation 5 saiu ontem. Mas não saiu. A realidade é que a consola de “nova geração” da Sony já tem mais de 5 anos de mercado. Por isso, quando se olha para o histórico da gigante japonesa, é fácil dizer que a próxima consola já está a ser preparada, ou melhor, ultimada.
Sim, hoje em dia, com a crise de memória a trazer algum terror para o mercado, é fácil falar de um adiamento. Mas, nenhuma consola PlayStation demorou mais de sete anos a chegar depois da anterior. Por isso, seria natural olhar para 2027 como o ano em que a Sony lança a PS6.
O problema é que… nada está normal.
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A crise da memória pode atrasar tudo!
Segundo vários relatórios recentes, a Sony está a ponderar adiar o lançamento da PS6 para 2028 ou até 2029.
O motivo? A crise global de memória RAM.
A Sony quer meter muita memória RAM na sua nova consola, possivelmente mais que 30GB. O que claro está, nesta altura do campeonato, complica tudo. Estamos a falar de preços descabidos para o mercado, e claro, o facto de nem sequer ser fácil arranjar chips suficientes para produzir a quantidade de consolas que a Sony precisa para um lançamento global.
Por isso, a Sony pode simplesmente estar a esperar que o mercado estabilize antes de avançar com produção em massa.
Lançar uma nova consola demasiado cedo pode ser um erro.
A PS5 vendeu bem, mas o mercado de consolas tradicionais parece estar a encolher. Jogos como Fortnite, Roblox ou Minecraft continuam perfeitamente jogáveis em hardware antigo. O salto tecnológico já não tem o impacto que tinha há duas gerações.
E depois há um facto incontornável.
GTA 6 ainda nem saiu.
Lançar uma PS6 antes de a PS5 ter o seu jogo definidor seria, no mínimo, estranho.
Quanto vai custar?
Aqui prepara-te. A PS5 já custa mais hoje do que no lançamento. A PS5 Pro então… Nem se fala. Infelizmente, a tendência não é de descida. A PS6, com crise ou sem crise, vai ser uma consola cara. 600€ por ser um valor otimista para a nova realidade do mercado.
Que jogos podemos esperar?
Ainda é cedo para confirmar títulos, mas há pistas. Marvel’s Spider-Man 3, Marvel’s X-Men, o próximo Gran Turismo, algo novo da Naughty Dog, o projeto atual da Santa Monica Studio. Tudo isto está no radar.
A grande dúvida será sempre a mesma: cross-gen ou exclusivo?
Com os ciclos de desenvolvimento cada vez mais longos, faz sentido que muitos jogos saiam para PS5 e PS6 em simultâneo. Até porque essa estratégia resultou muito bem no salto da PS4 para a PS5.
E sim, GTA 7 provavelmente já será tema para a PS7.
Vai ser retrocompatível?
Aqui a resposta é quase certa.
Sim.
A Sony continuará a trabalhar com a AMD e manterá arquitetura compatível com PS4 e PS5. A retrocompatibilidade já deixou de ser luxo e passou a ser obrigação. Ninguém quer perder a biblioteca digital acumulada ao longo de anos.
E a potência?

Fala-se em Zen 6 da AMD, GPU baseada em RDNA 5 e suporte robusto a ray tracing.
O objetivo deverá ser 4K a 120 fps com ray tracing avançado. Na prática, nem todos os jogos vão atingir isso. Mas será o alvo técnico da geração.
Como dissemos em cima, há rumores sobre 30 GB de RAM GDDR7, mas ainda é cedo para levar isso como garantido.
E a portátil da Sony?
Há outro ponto interessante.
A Sony estará também a trabalhar numa consola portátil capaz de correr jogos PS4 e até PS5. Alguns rumores sugerem que poderá usar uma versão adaptada da mesma arquitetura da PS6.
Se isso se confirmar, podemos entrar numa era onde consola de sala e portátil partilham muito mais do que nunca.
Então… a PS6 vem aí?
Em suma, sim.
Mais cedo ou mais tarde, vem. Isso é garantido. Vai existir pelo menos mais uma geração de consolas Sony.
Mas, a grande questão já não é apenas “quando”. Ou seja, é se o mercado está realmente ansioso por uma nova geração… ou se esta poderá ser a primeira vez em que a evolução tecnológica já não é suficiente para justificar o salto.
A resposta vai definir muito mais do que apenas a próxima consola da Sony.










