O calendário fiscal não perdoa e, se queres maximizar o teu reembolso do IRS em 2026, tens de começar a mexer-te já. Embora a entrega da declaração só comece em abril, existem prazos críticos que terminam a 2 de março (uma vez que o último dia de fevereiro calha num fim de semana). Se ignorares estes passos, podes perder deduções importantes ou ver o teu IRS Automático com dados errados. Assim para não perderes dinheiro no reembolso do IRS 2026 faz isto até 2 de Março. Para te ajudar a navegar pelo portal das Finanças sem stress, preparámos um resumo das seis tarefas essenciais que tens de cumprir nas próximas semanas.
IRS 2026: atenção ao reembolso
1. Comunica o teu Agregado Familiar
Esta é, talvez, a tarefa mais importante para quem quer beneficiar do IRS Automático. Se casaste, te separaste, ou se tiveste filhos em 2025, tens de atualizar essa informação no Portal das Finanças. Desta forma, a Autoridade Tributária (AT) consegue calcular corretamente o teu imposto com base na tua situação real. Se não o fizeres, o sistema vai assumir os dados do ano anterior e podes acabar a pagar mais do que devias.
2. Confirma as tuas faturas no e-fatura
Este é o clássico que ninguém deve ignorar. Tens de verificar se todas as tuas despesas de 2025 estão corretamente categorizadas. Além disso, presta especial atenção às faturas que aparecem como “pendentes”. Muitas vezes, os comerciantes têm várias atividades e o sistema não sabe se aquela despesa foi saúde, educação ou restauração. Consequentemente, se não as validares manualmente, elas não contam para as tuas deduções.
Entretanto tem atenção a isto no portal de validação das faturas.
3. Comunica as rendas recebidas em 2025
Se és senhorio, esta tarefa é para ti. Tens até ao início de março para comunicar o Modelo 44, que se refere às rendas que recebeste durante o ano passado. No entanto, isto só é obrigatório se não passares recibos de renda eletrónicos. Por outro lado, garantir que esta informação está correta evita divergências futuras com o fisco e multas desnecessárias.
4. Reporta despesas de educação no interior ou ilhas
Se tens dependentes a estudar em estabelecimentos de ensino situados no interior do país ou nas regiões autónomas (Açores e Madeira), podes ter direito a benefícios extra. Desta forma, deves comunicar estas despesas específicas para que os limites de dedução sejam superiores aos habituais. É uma excelente forma de recuperar mais algum dinheiro devido aos custos acrescidos de deslocação e alojamento.
5. Encargos com rendas no interior do país
Tal como acontece com a educação, se mudaste a tua residência permanente para o interior de Portugal, tens benefícios fiscais à tua espera. Podes deduzir uma parte das rendas pagas durante um período de três anos. Todavia, para que isto seja contabilizado, tens de informar a AT desta alteração de contexto geográfico através do portal.
6. Entrega o comprovativo de frequência escolar
Este passo é fundamental se tens filhos com mais de 25 anos que ainda estudam ou se o estabelecimento de ensino (frequentemente no estrangeiro ou privado) não comunica automaticamente as propinas ao fisco. Em suma, sem este comprovativo, a AT não assume a despesa como sendo de educação e perdes uma das maiores deduções disponíveis no IRS.
Não precisas de ser um perito em fiscalidade para garantir um bom reembolso. Desta forma, ao dedicares apenas 15 minutos a verificar estes pontos no Portal das Finanças ou na app e-fatura, estás a proteger a tua carteira. Lembra-te que, depois de passar o prazo de 2 de março, será muito mais difícil (ou impossível) corrigir estes dados para efeitos de IRS Automático.







