Como deve saber, a Samsung decidiu jogar pelo seguro com o Galaxy S26. Mas, em 2026, a realidade é que o mercado já não vibra com “seguro”. Os consumidores querem mais, e querem melhor. Não querem mais do mesmo.
Dito tudo isto, os primeiros sinais não são animadores. Fala-se em pré-vendas mornas, cancelamentos acima do normal e um entusiasmo que simplesmente… não apareceu. Se isto se confirmar, os 34 milhões de unidades que a Samsung quer vender começam a parecer um exemplo de ambição desmedida.
Mais do mesmo? Já não dá?
Portanto, depois de a Apple mexer no design do iPhone 17, a Samsung optou por uma evolução tranquila. Por isso, o S26 é, na prática, uma continuação do que já conhecemos.
Mais concretamente, O S26 Ultra deverá trazer:
- Flex Magic Pixel OLED com modo de privacidade
- Novas cores como Cobalt Violet e Galactic Blue
- Bateria de 5.200mAh
- Ilha dedicada para as câmaras
Nada disto é mau. Mas também não é transformador.
E quando se pede mais de mil euros por um smartphone, neste caso 1500€, o consumidor quer sentir que está a comprar futuro. Que está a comprar algo que mais ninguém tem.
Qi2 ficou pelo caminho.
Durante meses falou-se de ímanes Qi2 integrados, algo que poderia abrir um verdadeiro ecossistema de acessórios magnéticos. Seria uma boa adição à gama de aparelhos Galaxy S. Mas… Não. É curioso como a Samsung copia a Apple quando é para remover coisas. Mas quando é para integrar algo útil e diferenciador… trava.
A câmara é forte. Mas chega?
O S26 Ultra deverá manter:
- 200MP como sensor principal
- 50MP ultrawide
- 50MP periscópio 5x
- 12MP telefoto 3x
- 12MP frontal
É impressionante? Claro. Mas é suficientemente diferente do S25 Ultra? Ou até do S24 Ultra?
Em suma, é aqui que começam as dúvidas.
O preço pode subir!
Eu não acredito muito nesta história, mas há quem diga que os preços podem subir um pouco em 2026. Aliás, na Coreia, os preços subiram cerca de 50€ face ao ano passado.
Sim, a memória está mais cara. Sim, os custos subiram. Mas o consumidor não compra relatórios financeiros. Compra sensação de valor.
Falta emoção. E isso é perigoso.
Os smartphones topo de gama já são todos muito bons. Não compensa trocar por trocar.
Sim, no iPhone é igual, mas no lado da Apple existe um fenómeno muito raro no mundo Android. Que é a sensação de estatuto. Ter o iPhone mais recente dá uma certa aura ao utilizador. Ter o Samsung mais recente não resulta no mesmo.
O que pode a Samsung fazer depois disto? É a pergunta do momento.






