Durante anos ouvimos a mesma justificação: os iPhones não têm baterias maiores porque não há espaço físico suficiente. Estes smartphones precisam de ser finos e leves. Mas… um vídeo recente veio abanar essa narrativa.
Um iPhone 11 Pro, lançado há quase sete anos com uma bateria de 3.046mAh, recebeu uma substituição não oficial de… 12.000mAh. Parece loucura, mas resultou.
Quatro vezes mais bateria no mesmo corpo
Portanto, o canal The Fix pegou num iPhone 11 Pro com 67% de saúde de bateria e decidiu fazer algo diferente. Ou seja, em vez de trocar por uma célula idêntica, instalou uma bateria gigantesca baseada em tecnologia silício-carbono.
O detalhe mais curioso? A nova bateria mantém praticamente o mesmo tamanho físico da original. Ou seja, não houve necessidade de alterar o chassis, cortar componentes ou “inventar espaço” dentro do velho iPhone. Foi trocar uma bateria, e meter outra.
Na prática, a capacidade efetiva apresentada foi de 10.000mAh, não 12.000mAh. Mesmo assim, estamos a falar de um salto superior a 300%.
Então… qual é a desculpa?
Os modelos mais recentes da Apple têm vindo a aumentar ligeiramente a capacidade das baterias. O iPhone 17 Pro Max já ultrapassa os 5.000mAh, e fala-se que o iPhone 18 Pro Max pode ir ainda mais longe.
Mas quando um modelo antigo consegue encaixar 10.000mAh no mesmo espaço físico, a conversa muda.
Durante muito tempo assumiu-se que a Apple estava limitada por design interno, distribuição térmica ou simplesmente falta de espaço. Este tipo de modificação mostra que, pelo menos do ponto de vista físico, a história pode não ser tão simples.
Segurança vs capacidade
Claro que há um outro lado da moeda.
A Apple vende milhões de unidades por ano. Não pode correr riscos com células experimentais ou fornecedores menos testados. Uma falha em escala global é um pesadelo logístico e reputacional.
Marcas chinesas têm vindo a adotar baterias silício-carbono há algum tempo, mas operam com volumes e estratégias diferentes. As marcas chinesas precisam de saltar à vista dos consumidores. A Apple não. Precisa de ser segura.
Qual é o futuro das baterias?
Já não é apenas uma questão de espaço físico. É uma decisão estratégica entre autonomia, segurança, custos, cadeia de fornecimento e margem de lucro.
A questão é se a Apple, e outras marcas, querm dar esse salto. Ou se preferem continuar a jogar pelo seguro enquanto a concorrência arrisca mais.







