Durante várias gerações, a Samsung tentou chegar pelo menos perto do Face ID da Apple. Tentou com reconhecimento facial básico, tentou com scanner de íris no Galaxy S8… e depois desistiu, apostando tudo no sensor de impressões digitais.
Mas isso pode estar prestes a mudar.
Isto porque, segundo os rumores mais recentes, o Galaxy S27 Ultra pode ser o primeiro smartphone da Samsung a trazer uma tecnologia de reconhecimento facial realmente comparável, ou até superior, ao Face ID. O nome? Polar ID.
O que é afinal o Polar ID?

Ao contrário do Face ID da Apple, que usa mapeamento 3D da face através de pontos infravermelhos, o Polar ID recorre a luz polarizada.

Na prática, o smartphone emite luz infravermelha, essa luz reflete no rosto do utilizador, e um sistema de meta-óptica e sensores especializados analisa não só a imagem, mas também o padrão de polarização dessa luz refletida.
O resultado é um “mapa de polarização” do rosto, que é depois comparado com o registo guardado numa área segura do sistema.
Assim, se bater certo, desbloqueia..
Porque é que isto é mais difícil de enganar?
Aqui está o ponto crítico.
Materiais orgânicos, como pele humana, refletem luz polarizada de forma completamente diferente de materiais inorgânicos, como plástico, papel ou máscaras falsas. Ou seja, fotografias, moldes ou truques básicos simplesmente não funcionam. O sistema consegue distinguir um rosto real de uma tentativa de falsificação com muito mais eficácia.
Na teoria, é tão seguro como o Face ID. Na prática, pode até ser mais.
Menos hardware e menos buracos no ecrã
Outro detalhe importante: o Polar ID precisa de menos componentes físicos face ao Face ID.
Nada de projetores de pontos complexos ou módulos volumosos. Segundo as informações conhecidas. Assim, o sistema pode ser até 50% mais compacto do que a solução da Apple.
Além disso, em termos de desempenho, o Polar ID não fica atrás.
Os rumores apontam para tempos de desbloqueio na ordem dos 180 milissegundos, praticamente ao nível do Face ID atual. Além disso, o sistema é menos afetado por condições de luz adversas e funciona melhor com óculos ou até máscaras.
Ou seja, menos falhanços no dia-a-dia.
E há um detalhe que a Samsung adora!
Custo.
Tudo indica que o Polar ID seja mais barato de produzir do que o Face ID. Se a Samsung conseguir escalar esta tecnologia, não é descabido imaginar que, no futuro, ela chegue a modelos mais acessíveis.
Se isso acontecer, a Apple deixa de ter exclusividade num dos seus maiores argumentos de segurança.
Ainda é rumor, mas faz sentido
Nada disto é oficial, convém deixar isso claro. Mas, olhando para o histórico da Samsung e para a estagnação do reconhecimento facial no Android, esta jogada faz todo o sentido. A gigante Sul-Coreana precisa de algo para se diferenciar, e depois da película de privacidade embebida no próprio ecrã, este pode também ser uma funcionalidade diferenciadora e interessante.

