Durante anos, roubar um smartphone Android foi relativamente simples. Bem mais simples que roubar um iPhone. Bastava um momento de distração, um puxão rápido, e pronto… Além de ser fácil de revender, em muitos casos, era também fácil ter acesso à informação do dono do aparelho. Ou seja, o equipamento ficava funcional o tempo suficiente para ser vendido, reutilizado ou explorado.
A Google sabe disso! Por isso, o Android está a ficar mais inteligente a perceber quando foi roubado.
O roubo não acaba no telefone

Um smartphone roubado não é apenas um prejuízo material. Estamos a falar de potencial acesso a contas bancárias, redes sociais, e-mails, passwords e serviços que hoje controlam grande parte da nossa vida.
É por isso que a nova abordagem da Google deixa de olhar apenas para o “depois do roubo” e passa a tentar agir antes, durante e após o ataque.
A ideia é tornar o telefone inútil para quem o rouba.
Android 16 reforça o bloqueio!
Com o Android 16, a Google reforça mecanismos que já tinham começado a aparecer nas versões anteriores, mas que agora ganham outro peso.
Ou seja, o sistema passa a reagir de forma mais agressiva a tentativas falhadas de desbloqueio. O tempo de espera aumenta, tentativas repetidas contam como uma só, e o dispositivo entra em estados de bloqueio mais difíceis de contornar.
A identidade passa a estar sempre protegida
Uma das mudanças mais importantes está no chamado Identity Check.

Se o telefone detetar que estás fora de locais considerados seguros, como casa ou trabalho, passa a exigir autenticação biométrica para aceder a áreas sensíveis do sistema. Isto inclui apps bancárias, gestores de passwords e aplicações de terceiros que usam o sistema de biometria do Android.
Mesmo que alguém saiba o teu PIN, não chega.
Roubo por esticão? O Android reage sozinho
Em países onde o roubo por esticão é comum, como o Brasil, o Android passa a usar sensores de movimento para detetar padrões típicos desse tipo de crime.
Assim, se sistema percebe que existiu um “puxão”, e que o aparelho se está a movimentar rapidamente. O ecrã bloqueia automaticamente.
Bloquear à distância fica mais seguro
O bloqueio remoto também evolui.
Passa a existir uma camada adicional de verificação para garantir que só o verdadeiro dono consegue bloquear o telefone à distância. Estas funcionalidades passam a estar ativas por defeito em novos dispositivos Android em mercados mais sensíveis ao problema do roubo.
Não resolve tudo, mas começa a mudar o jogo
Nada disto torna um smartphone impossível de roubar. Mas muda um pouco o paradigma, e começa a aproxima o ecossistema Android do lado da Apple, que sempre foi mais competente neste campo.
Na realidade, o Android está finalmente a fazer aquilo que devia ter feito há anos. Garantir que quem rouba fica só com um pedaço de metal inútil.

