A Samsung ainda nem mostrou oficialmente a família Galaxy S26 (que continua apontada para fevereiro), e já há um intruso a fazer barulho no equilíbrio entre preço, bateria e design. O Galaxy A57 apareceu em documentação de certificação na China (TENAA) e, se estes dados se confirmarem, a Samsung pode estar prestes a lançar um gama-média mais interessante do que muita gente esperava e, em alguns pontos, até mais “sensato” do que um topo de gama. Atenção: ainda é leak, e certificações nem sempre significam que tudo chega igual ao modelo final (ou a todas as regiões). Mas há aqui sinais suficientemente sólidos para percebermos o que a Samsung está a tentar fazer.
Um Galaxy A57 mais fino do que o A56 (e com ar premium)
O detalhe que está a dominar a conversa é simples: espessura. Segundo a listagem atribuída ao equipamento, o Galaxy A57 surge com 161,5 × 76,8 × 6,9 mm ou seja, bem mais fino do que o Galaxy A56, que a própria Samsung apresenta com 7,4 mm de espessura.

E há outro pormenor que torna isto mais curioso: o leak indica que o A57 pode ser mais fino até do que o Galaxy S26 “base” (que anda a ser apontado para perto dos 6,96 mm). Ou seja: um A-series, maior e teoricamente mais popular, a tentar ganhar pontos onde normalmente só os topo de gama brilham.
Além disso, há referência a um peso cerca de 16 gramas abaixo do A56. Menos espessura + menos peso costuma traduzir-se numa coisa muito concreta: sensação de equipamento mais caro do que realmente é.
Exynos 1680: novo chip, nova aposta (e fim do 6GB)
Do lado do desempenho, o leak aponta para um processador com CPU octa-core e pico de 2,9 GHz, que várias fontes associam ao Exynos 1680.
Aqui há duas leituras possíveis:
Boa notícia: a Samsung pode estar a preparar um salto geracional a sério nos gama-média não só em potência, mas em eficiência (o que ajuda bateria e aquecimento, dois pontos críticos no uso real).
No entanto Exynos novo é sempre um tema sensível, porque o que interessa não é o nome mas sim o desempenho sustentado e a gestão térmica. E isso só se confirma quando houver testes.

Outro detalhe interessante: a TENAA (e leaks associados) sugerem opções de 8GB e 12GB de RAM, e a presença de 256GB na listagem, deixando no ar se a Samsung vai continuar com variantes de 128GB e, sobretudo, se vai mesmo abandonar o clássico modelo com 6GB.
Se isto for verdade, é uma mudança que muita gente vai sentir… porque, em 2026, 6GB em Android já começa a ser aquele mínimo que se nota passado um ano.
Câmara: 50MP Sony à frente, e o resto já te soa familiar
Na fotografia, o pacote apontado é de três câmaras traseiras: 50MP + 12MP + 5MP. A combinação encaixa no padrão: principal, ultra grande angular e macro.
O que pode mudar o jogo é o sensor principal. O leak fala num Sony IMX906 (com a nota de que, em algumas regiões, pode surgir um sensor Samsung equivalente). Se a Samsung acertar no processamento e mantiver boa estabilização e HDR, isto pode ser o tipo de câmara que faz 90% das pessoas pensar: para quê gastar mais 300€?.
Dito isto, convém manter expectativas realistas. Ou seja, sem telefoto, continua a haver limitações óbvias em zoom. E é precisamente aí que a linha S costuma justificar a diferença.

Ecrã de 6,6”: erro de ficheiro ou ajuste estratégico?
A listagem refere um ecrã de 6,6 polegadas, o que levantou dúvidas porque o A56 é frequentemente apresentado como tendo 6,7”. Pode ser um erro de documentação… ou um ajuste real.
O mais provável? Mudança mínima (ou nenhuma), mantendo AMOLED, boa taxa de atualização e leitor de impressões digitais no ecrã, porque é exatamente aí que a Samsung costuma ser agressiva na gama média.
A bateria mantém 5.000 mAh… e isso é o que torna a espessura ainda mais suspeita
Aqui entra o ponto mais inesperado. Assim mesmo com corpo mais fino, o A57 aparece com bateria classificada perto dos 4.905 mAh (valor nominal), que deverá ser vendida como 5.000 mAh (valor típico) ou seja, a mesma promessa de sempre, mas num chassis mais elegante.
E para completar o pacote, volta a surgir a indicação de carregamento a 45W. Um número que, ironicamente, pode acabar por soar melhor do que o que alguns compradores esperam ver no S26 base (até porque há rumores de que o modelo normal não vá subir tanto).
Traduzindo: se o A57 carregar mais depressa e tiver uma bateria maior/igual, a Samsung tem de garantir que o S26 ganha claramente noutros pontos (câmara, ecrã, IA, construção, desempenho real, etc.). Caso contrário, começa a canibalizar o topo de gama e isso é sempre um equilíbrio delicado.
O que falta saber
Preço real em Portugal: é aqui que se decide se o A57 vai ser o novo rei do custo-benefício ou só mais um.
Qualidade do Exynos 1680 no mundo real: desempenho sustentado, aquecimento, consumo e estabilidade.
Câmara à noite e vídeo: números de megapíxeis não garantem nada; o que conta é o processamento e a consistência.
Se a Samsung acertar nestes pontos, o Galaxy A57 pode mesmo tornar-se aquela alternativa óbvia ao S26.

