Como já deves ter percebido, a Xiaomi decidiu lançar uma gama Xiaomi 17 com apenas dois aparelhos. O Xiaomi 17 (Base) e o Xiaomi 17 Ultra. O que é de facto muito estranho, visto que na China existem outros dois aparelhos, o 17 Pro e o 17 Pro Max. Aparelhos que fizeram correr muita tinta, porque num oceano de smartphones todos iguais, estes dois eram uma proposta diferenciada graças ao ecrã traseiro personalizável.
Mas… Parece que a Xiaomi teve medo! Bem, se calhar não foi bem medo. Concordes ou não, foi muito provavelmente estratégia.
Xiaomi teve medo de lançar os modelos Pro e Pro Max?
Portanto, a nova série Xiaomi 17 é composta por apenas dois modelos na Europa, onde claro está, temos de incluir o nosso pequeno mas sempre pronto a adotar novas tecnologias Portugal.
Isto significa que os modelos Pro e Pro Max ficaram de fora. O que levanta a questão… Porquê?
Esta é a pergunta do milhão de euros. Porque desde o anúncio e, consequentemente, lançamento destes aparelhos, tenho pessoas na minha caixa de entrada a perguntar quando é que isto chega cá. Bem… Não chega. Pelo menos não oficialmente.
A Xiaomi decidiu lançar apenas o Xiaomi 17 de 1099€, e o Xiaomi 17 Ultra de 1499€. Porquê?
Na realidade, é muito simples de perceber esta decisão.
Estes modelos iam canibalizar as vendas do modelo Ultra. Teriam de ser lançados muito provavelmente a 1249€ e 1349€, o que seriam valores até bastante interessantes. Mas iam muito facilmente chamar mais atenção do que o modelo Ultra, que tem margens superiores, e é uma aposta mais premium.
Além disso, ao trazer quatro modelos para a Europa, a Xiaomi estaria também a dividir marketing, stock e foco mediático. Assim, concentra tudo em dois equipamentos. Um mais “acessível”, dentro do que é hoje um topo de gama, e um verdadeiro monstro pensado para ser montra tecnológica.
Por isso, a Xiaomi decidiu não arriscar, lançando apenas o modelo mais caro, que é a verdadeira aposta da marca para começar a pisar os calcanhares às suas velhas rivais.
No fundo, não parece medo, apesar de muitos especialistas ficarem com essa ideia. Dito tudo isto, a pergunta que fica é simples: fazia sentido ter os Pro em Portugal, ou a Xiaomi fez bem em proteger o Ultra?











