A Xiaomi parece estar cada vez mais séria na ambição de controlar todo o seu ecossistema tecnológico, e ainda bem que assim é. Depois de entrar no mundo dos carros elétricos e de continuar a apostar forte no HyperOS, a empresa tem agora um novo objetivo… Lançar um novo processador para smartphones todos os anos.
A informação surgiu durante o MWC 2026, onde executivos da marca falaram sobre os planos da empresa para o futuro.
Xiaomi quer competir diretamente com Apple, Samsung, e… Qualcomm!

Portanto, segundo declarações de Lu Weibing, presidente da Xiaomi, a empresa pretende evoluir rapidamente no desenvolvimento dos seus próprios chips. Caso não te lembres, no ano passado, a marca lançou o XRING 01, um processador de 3nm que apareceu no Xiaomi 15S Pro. Este foi apenas o primeiro passo.
A ideia agora é lançar uma nova geração de chip todos os anos. Para quê? Simples. Para ter o mesmo controlo que a Apple tem, e a Samsung almeja ter.
Se este plano se confirmar, a Xiaomi passa a entrar diretamente na mesma corrida em que estão gigantes como a Apple, a Qualcomm ou a MediaTek. O que claro está, significa investimento pesado.
Aliás, o próprio CEO da Xiaomi, Lei Jun, já tinha revelado anteriormente que a empresa pretende investir cerca de 50 mil milhões de yuan (aproximadamente 6.9 mil milhões de dólares) ao longo da próxima década no desenvolvimento dos seus próprios chips.
O objetivo é controlar hardware, software e inteligência artificial

Mas o plano da Xiaomi vai muito além de simplesmente criar processadores. A empresa quer juntar três elementos num único ecossistema totalmente integrado:
- o chip XRING desenvolvido internamente
- o sistema operativo HyperOS
- um novo assistente de inteligência artificial
Segundo a marca, este trio deverá aparecer no mesmo dispositivo pela primeira vez já este ano, inicialmente no mercado chinês.
Mais tarde, a estratégia deverá expandir-se para outros mercados internacionais.
Mas há um problema que a Xiaomi ainda tem de resolver
Apesar de toda esta ambição, há uma realidade que a própria Xiaomi terá de enfrentar. Desenvolver um processador competitivo todos os anos é extremamente difícil, caro e exige um nível de engenharia que poucas empresas no mundo conseguem manter de forma consistente.
A Apple faz isto. A Qualcomm também. Curiosamente, apesar do seu tamanho, a Samsung por vezes falha neste objetivo com os seus Exynos.
A grande questão agora é simples: será que a Xiaomi consegue realmente acompanhar esse ritmo?








