Houve um tempo em que a IFA de Berlim pertencia à Samsung, e de certa forma também à Huawei. Estas gigantes dominavam os pavilhões com os maiores stands, as apresentações mais barulhentas e toda a imprensa a correr atrás dos seus anúncios. Mas em 2026, a história é bem diferente.
A gigante Chinesa levou quase 400 produtos na bagagem. De facto, houve de tudo um pouco. Televisões, aspiradores, robôs humanoides, carros elétricos e todo o tipo de engenhocas para a casa inteligente. Mas aquilo que toda a gente queria mesmo meter na mão ficou trancado a sete chaves atrás de um vidro grosso.
Xiaomi 18 Fold: O rival do Galaxy Z Fold 8 que ninguém pôde tocar?

O aparelho em questão dá pelo nome de Xiaomi 18 Fold, vem pintado num vermelho berrante e traz no seu interior o chip proprietário XRING O3. A apresentação oficial só vai acontecer na próxima semana, estrategicamente agendada para antes do evento onde a Apple deverá mostrar o seu primeiro iPhone dobrável.
Mas, não é certo que este aparelho chegue a Portugal. O que é uma pena.
A IA invisível?
Com o telefone escondido, o grande foco da marca virou-se para a integração profunda entre produtos. A Xiaomi quer ligar o teu carro elétrico, os teus eletrodomésticos e o teu telemóvel através do HyperOS e dos seus próprios modelos de linguagem (como o MiMo-V2.5-Pro), prometendo processamento local de dados graças aos chips XRING.
A ideia deles é vender a vida perfeitamente automatizada. Chegas a casa no carro da marca, a porta destranca-se sozinha, as luzes acendem e as cortinas abrem. Metes a louça na máquina e o aspirador começa logo a limpar a sala sem teres de carregar num único botão. Tudo isto faz parte de um investimento brutal de 24 mil milhões de euros em investigação e desenvolvimento até 2030, que inclui até tarefas de fábrica entregues a robôs humanoides CyberOne.
É uma visão impressionante e mostra a força com que a Xiaomi quer comer o mercado europeu de uma ponta à outra. Mas enquanto guardam o dobrável a sete chaves, fica no ar a dúvida: será que este Xiaomi 18 Fold vai ser mesmo uma alternativa de peso à Samsung, ou é mais um aparelho bonito para ficar a apanhar pó nas vitrines?








