Durante meses falou-se do iPhone Air e do Galaxy S25 Edge, e claro, de toda a nova obsessão da indústria com smartphones ultrafinos. Aparelhos bonitos, sim. Mas práticos? Nem por isso.
De facto, as vendas provaram isso mesmo, sendo exatamente por isso que a Samsung já desistiu da brincadeira, e a Apple também não parece estar muito entusiasmada, apesar de tudo indicar que ainda vamos ter um iPhone Air 2 algures nos próximos 1 a 2 anos.
Pois bem, agora surge a confirmação de que a Xiaomi também tentou entrar nesse jogo… Mas, claro, desistiu a tempo.
Ou seja, um protótipo do Xiaomi 17 Air apareceu em vídeo, e mostra um smartphone que estava claramente pensado para enfrentar o iPhone Air de frente. O problema é simples. O mercado não respondeu bem a este tipo de experiências, e a Xiaomi preferiu não queimar dinheiro.
Um flagship finíssimo… talvez fino demais

Como podes ver na imagem, o protótipo mostra um equipamento com apenas 5.5 mm de espessura, ainda mais fino do que o iPhone Air. E, ao contrário da Apple, a Xiaomi conseguiu integrar duas câmaras traseiras, algo que por si só já levanta sobrancelhas.
O ecrã teria 6.59 polegadas, existia carregamento sem fios, e claro, um módulo de câmara saliente atrás. Nada de chocante. O choque está mesmo na espessura absurda, que obriga a compromissos difíceis de engolir para um topo de gama.
Mas, a Xiaomi foi por um caminho que a Apple e a Samsung não quis seguir.
Bateria de silício-carbono… mas isso não chega
Como seria de esperar, a Xiaomi iria apostar numa bateria de silício-carbono, tal como tem feito noutros modelos recentes. Mais densidade energética, menos espaço ocupado, e muito marketing à mistura.
Mas a realidade já mostrou que hardware não é tudo. Num teste recente, um Xiaomi com uma bateria 55% maior mal conseguiu durar mais cinco minutos do que um iPhone equivalente. A otimização de software da Apple continua a ser um problema sério para quem tenta competir apenas com números.
O problema dos smartphones “bonitos demais”
Este protótipo é interessante porque confirma algo que já se suspeitava. E também confirma que as grandes marcas continuam prontas a seguir as ideias da Apple.
Porém, os flagships ultrafinos não vendem bem. São caros de produzir, sacrificam bateria, aquecimento e durabilidade, e no final do dia… não oferecem vantagens reais no uso diário.
A Xiaomi viu isto tudo acontecer e fez o que poucas marcas fazem. Abortou o projeto.
Pode voltar no futuro? Talvez. Mas não agora
O rumor aponta que a Xiaomi poderá revisitar esta ideia mais tarde, quando a tecnologia permitir menos compromissos. Mas, para já, ficou provado que estética não pode ser a prioridade absoluta.
Um smartphone pode ser fino, bonito e impressionante numa vitrine. Mas se não durar o dia inteiro, aquecer demais ou custar mais do que vale, o consumidor simplesmente vira a cara, e ainda bem que é assim.

