Curioso! Enquanto a PS6 parece estar prestes a ser adiada para 2028 ou 2029, consequência direta que se vive no mundo dos chips, mais concretamente nos chips de memória e armazenamento, parece que a próxima Xbox em 2027 já não é apenas rumor de fórum.
Afinal de contas, Lisa Su, CEO da AMD, confirmou que o desenvolvimento da consola de nova geração da Microsoft está a avançar bem, com lançamento apontado para 2027. Uma estratégia muito interessante, que passa uma mensagem de ambição.
Xbox 2027? A AMD confirmou e deve ser assim!
Como já dissemos várias vezes, a Microsoft quer mudar um pouco a sua estratégia. Ou seja, a Xbox de nova geração vai ser uma consola, mas vai aproximar-se muito daquilo que é um PC. No fim do dia, vai ser um PC que nunca deixou de ser uma consola.
É estranho? Sim, sem dúvida alguma.
Dito tudo isto, fala-se numa versão modificada do Windows 11, provavelmente uma evolução daquilo que já vimos na Xbox ROG Ally, com um nível de otimização ainda mais alto. Depois há a questão do armazenamento. A Microsoft deverá reforçar o DirectStorage com um novo sistema de compressão universal da AMD, capaz de analisar e comprimir dados diretamente na GPU. O objetivo é simples! Reduzir a utilização de largura de banda e acelerar o carregamento de assets. Com jogos a ultrapassarem facilmente os 100 GB, isto deixa de ser detalhe técnico e passa a ser essencial.
Mas talvez a mudança mais interessante esteja no chamado Advanced Shader Delivery.
Em vez de compilar shaders localmente, a ideia é fazer esse trabalho na cloud e enviar os shaders já prontos juntamente com o jogo. Fala-se em reduções de até 85% a 95% nos tempos de arranque inicial, especialmente em sistemas menos potentes. Mais importante ainda, pode ser uma forma real de atacar o stutter causado pela compilação dinâmica durante o jogo, algo que continua a ser um problema na atual geração.
No lado do hardware, os rumores apontam para RDNA 5, ou UDNA, bem como uma reformulação profunda das Compute Units.
Fala-se em até 96 CUs, bus de memória entre 384 e 512 bits, 24 a 36 GB de GDDR7 e até 48 MB de cache L2 nas variantes mais fortes. Não significa que a Xbox vá usar exatamente estes números, mas dá uma ideia da ambição da arquitetura.
Aliás, a Microsoft anda a dizer de peito cheio que esta vai ser a consola mais poderosa de sempre.
Mas… 2027 faz sentido?
Se tudo isto se confirmar, 2027 pode marcar um salto bem mais significativo do que aquilo que vimos entre gerações recentes. A próxima Xbox não quer ser apenas mais potente. Quer ser mais inteligente, mais integrada com a cloud e menos dependente de truques técnicos que penalizam a experiência do jogador.
Além disso, quer chegar antes da PS6, com muita força, para compensar o falhanço da atual geração.








