Adias as atualizações do Windows? O PC vai continuar a funcionar, mas… Há um preço a pagar. Que pode ser alto, se tiveres azar.
Como a Microsoft é tudo menos eficiente nas suas atualizações, há muito boa gente que começou a dizer “não”. Ou pelo menos, adia o máximo que for possível. É normal! Se formos honestos, todos nós já sentimos aquela irritação profunda quando estamos no meio de um dia de trabalho atarefado e o sistema da Microsoft decide que a única coisa verdadeiramente urgente no universo é reiniciar o computador naquele preciso segundo.
Como é óbvio, o impulso natural é clicar no botão de “adiar por 7 dias” e seguir com a nossa vida, achando que o PC está ótimo e que as atualizações servem apenas para enfiar mais umas quantas ferramentas inúteis que só servem para arrastar a máquina.
No entanto, a verdade é bem mais crua do que isso. Ignorar os avisos do Windows Update raramente faz a máquina explodir no imediato, mas abre uma brecha gigante no sistema que os cibercriminosos adoram explorar.
E no fim do dia, a diferença entre reiniciar o computador durante dois minutos e perder todos os teus ficheiros para um ataque de ransomware é apenas uma atualização pendente.
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A tática dos hackers? Quando a Microsoft lança o remendo, os piratas encontram o alvo

O que a maioria das pessoas não percebe é como funciona a cronologia de um ataque informático.
Ou seja, quando investigadores de segurança ou a própria Microsoft descobrem uma vulnerabilidade grave no Windows, a empresa lança rapidamente uma correção através do Windows Update. O problema é que, ao disponibilizar esse “patch” de segurança público, a Microsoft está inadvertidamente a avisar os hackers de todo o mundo sobre onde é que o código antigo do sistema tinha uma falha grave.
E como há muito boa gente que não atualiza no imediato, abre-se uma janela de oportunidade.
A partir desse segundo, os atacantes criam ferramentas automáticas que varrem a internet à procura de computadores que ainda não instalaram aquela atualização específica. O ataque histórico do ransomware WannaCry é o exemplo perfeito disto. A Microsoft tinha lançado a correção para a falha em março de 2017, mas milhares de empresas e utilizadores particulares ignoraram a atualização. Quando o vírus foi libertado meses depois, infetou mais de 300 mil computadores em 150 países, parando hospitais, fábricas e serviços públicos de um dia para o outro.
Ransomware, roubo de passwords e dores de cabeça… Tudo evitável!
Achar que “a mim não me acontece nada porque não visito sites esquisitos” pode fazer algum sentido em algumas situações, mas também é de uma ingenuidade perigosa nos dias que correm.
Isto porque muitas destas falhas de segurança permitem a execução remota de código sem que tenhas de clicar em nada ou descarregar seja o que for. O simples facto de o teu computador estar ligado à internet com uma versão antiga do Windows transforma-o num alvo fácil. Isto para roubo de credenciais, instalação de programas espiões em segundo plano e encriptação total dos teus ficheiros.
Perder dois minutos com um reiniciar de sistema é um preço insignificante a pagar perante o pesadelo de tentar recuperar fotografias, documentos e passwords roubadas por causa de uma preguiça que podia ter sido evitada. O Windows Update pode ser chato, mas continua a ser a tua primeira e melhor linha de defesa.
Isto é especialmente verdade numa era em que o Windows Defender é finalmente um bom antivírus. As atualizações são de facto importantes e não deveriam ser adiadas até ao infinito. És daquelas pessoas que instala logo as atualizações do Windows ou continuas a adiar até ao limite? Deixa a tua opinião na caixa de comentários em baixo.







