A Apple trocou as voltas ao mundo dos portáteis de entrada de gama. O MacBook Neo com os seus 8GB de memória RAM, excelente qualidade de construção e níveis de performance incríveis para o preço de mercado, mudou o jogo. Por isso, depois de anos em que o Windows 11 foi um autêntico trambolho pesado, a Microsoft foi finalmente obrigada a mexer no “motor” do seu Sistema Operativo.
De facto, a culpa disto não é apenas e só da Apple; a crise de memória RAM também acabou por empurrar a Microsoft para o inevitável. Mas a promessa é real. A gigante norte-americana responsável pelo Windows já anunciou, na verdade por mais que uma vez, que o Windows 11 vai ficar mais fluído, mais rápido e muito mais amigo de computadores com especificações técnicas mais modestas.
Mas, se pensavas que isto incluía tudo e mais alguma coisa, estás muito enganado. O Windows 11 vai ficar mais rápido e mais eficiente, mas vai deixar a Inteligência Artificial de fora.
Windows 11 vai ser mais amigo dos 8GB. Mas… Há um problema!

Quantas vezes já criticámos aqui na Leak.pt a lentidão exasperante do Windows 11 e o apetite voraz que o sistema da Microsoft tem por memória RAM?
Pois, não é novidade para ninguém. Quem tem um computador mais modesto com 8GB de memória sabe perfeitamente o drama que é: basta abrir três ou quatro separadores no browser, ter o Teams a correr em segundo plano e a máquina começa logo a engasgar-se por todos os lados.
Dito tudo isto, a promessa recente da Microsoft de lançar uma vaga de otimizações para fazer o sistema respirar melhor em máquinas de 8GB soou a música celestial para muita gente, mas convém meter já alguma água na fervura.
Se estavas a contar com esse “milagre” para teres acesso aos novos truques de inteligência artificial do Copilot+ no teu portátil económico, esquece. Documentos internos de fabricantes de computadores revelam que a fasquia dos 16GB de RAM continua a ser obrigatória e intocável para a IA da Microsoft.
A etiqueta “Sem Copilot” nas máquinas de entrada
Ou seja, embora muitos destes equipamentos venham já equipados com processadores modernos como os novos AMD Ryzen AI (que trazem NPUs dedicadas para processamento neural). A verdade é que as versões de entrada configuradas com 8GB de RAM surgem catalogadas internamente como “não-Copilot”.
Mas… será o fim do mundo?
Eu percebo que a Microsoft, tal como muitas outras empresas, apostou tudo na IA, especialmente na local. Mas a realidade é que a grande maioria dos utilizadores usa ChatGPT, Claude ou Gemini, e todas essas plataformas são, na esmagadora maioria das vezes, utilizadas a partir da Nuvem. Ou seja, diretamente no browser através da internet.
Há coisas infinitamente mais importantes do que ter IA local nos dias que correm: queremos o sistema limpo, fluído e a gastar poucos recursos. E com a memória RAM a preços absurdos, esta afirmação nunca fez tanto sentido.







