A Microsoft confirmou aquilo que já andava a circular na Internet. Ou seja, o Windows 11 26H1 não vai chegar ao teu PC atual. Mas antes de começares a reclamar, há um detalhe importante… Isto não é uma coisa má!
De facto, pode ser uma excelente notícia.
26H1 é exclusivo para novos portáteis com Snapdragon X2!
Portanto, a versão 26H1 do Windows 11 será exclusiva para portáteis com os novos chips Qualcomm Snapdragon X2. Ou seja, não vai aparecer via Windows Update nos PCs atuais com Intel ou AMD.
Mais ainda! Quem comprar um portátil com Snapdragon X2 e Windows 11 26H1 também não vai receber o update 26H2 no final do ano. Esse ficará reservado para máquinas que continuam agora na linha 25H2.
Confuso? Sim. Sem dúvida. Mas há lógica aqui.
A Microsoft não quer repetir o desastre do 24H2
Quem se lembra do Windows 11 24H2 sabe do que estamos a falar.
A Microsoft começou por preparar uma versão adaptada aos primeiros PCs Arm com Snapdragon X, mas mais tarde essa base acabou por servir de fundação para todos os dispositivos. Resultado? Um festival de bugs em máquinas com Intel e AMD. Coisa que já não deveria acontecer, especialmente quando a Microsoft começa a ganhar má reputação neste campo.
Agora a estratégia é diferente. O 26H1 usa uma base interna nova chamada “Bromine”, enquanto os PCs atuais continuam na base “Germanium”, que já vinha do 24H2 e 25H2.
Ou seja, a Microsoft está a separar completamente os caminhos para evitar que uma plataforma pensada para Arm volte a causar problemas no mundo x86.
E quando é que tudo volta a juntar-se?
Ao que tudo indica, só em 2027 é que estas linhas podem voltar a unificar, possivelmente numa futura 27H2.
Até lá, os PCs atuais continuam no seu ciclo normal de atualizações. E os portáteis Snapdragon X2 seguem noutra linha, com updates cumulativos mensais a garantir novidades e correções.
Porque é que isto é realmente positivo?
Simples.
Prefiro um Windows separado e estável do que um update “universal” que parte metade dos PCs no processo.
O que a Microsoft está a fazer é assumir que errou no passado e que misturar plataformas demasiado cedo cria caos. Em vez de forçar uma unificação prematura, está a isolar o risco. No final do dia, vai ser bom para todos. Apesar de ser inegavelmente um pouco estranho.







