Se acompanhas o que escrevo por aqui, sabes perfeitamente que a minha relação com o Windows 11 é tudo menos pacífica. Entre a falta de otimização e aquelas decisões de design que ninguém pediu, o sistema operativo da Microsoft tem sido uma dor de cabeça constante para quem quer apenas jogar, ou por vezes viver o dia-a-dia. Aliás, dei o salto para um MacBook Air exatamente por isso. E de facto, esta é uma das grandes razões pelo qual o MacBook Neo é um sucesso absurdo.
Pois bem, ao que parece, a Microsoft finalmente percebeu que está a perder terreno e decidiu dar corda aos sapatos com o novo Project K2.
A ideia é simples mas ataca diretamente onde começa a doer! A Microsoft quer resolver as maiores queixas dos utilizadores e, pasmem-se, está a usar o SteamOS da Valve como o grande benchmark a abater. Segundo as informações que circulam, o objetivo é otimizar o Windows ao ponto de a performance em gaming ser comparável àquilo que vemos nas consolas portáteis que correm o sistema da Valve.
Marca a Leak como fonte favorita na Pesquisa Google e recebe mais artigos nossos no Discover.
Inspirar na concorrência para não ficar para trás

A imitação é a forma mais sincera de lisonjeio? Bem, isto não é bem imitação. A Microsoft apenas quer tirar alguma inspiração ao SO da Valve. Que é honestamente algo que faz todo o sentido. Afinal de contas, a Valve provou que um sistema leve e focado no jogo faz toda a diferença, especialmente no mercado das consolas portáteis (como a ROG Ally ou a Legion Go) que, apesar de correrem Windows, sofrem com o peso morto do sistema operativo.
Dito tudo isto, o Project K2 promete mudanças estruturais já nos próximos meses, com o objetivo de colocar o Windows ao nível do SteamOS num prazo de um a dois anos. E não nos enganemos! Isto não é apenas para o teu PC de secretária. Este projeto cheira a preparação para a próxima geração da Xbox, que deverá estar mais próxima de um PC do que nunca.
Será desta que o Windows 11 fica “no ponto”?
Tenho muitas dúvidas. A Microsoft já prometeu muita coisa ao longo dos anos, e acaba sempre por passar ao lado. Mas, a realidade é que o jogo mudou, e se a gigante de Redmond não começa a ir de encontro a tudo aquilo que os consumidores querem… Vai correr mal. Aliás, já está a começar a correr mal.
O Windows 11 precisa desesperadamente de ser limpo de processos inúteis que só servem para comer recursos e estragar as frames. Agora é esperar para ver.





