A Microsoft lançou a sua atualização de agosto (a habitual Patch Tuesday) e, por autêntico milagre, o pacote KB5121003 não se limitou a tapar buracos de segurança debaixo do tapete. O que é… Impressionante. Ou seja, desta vez, a gigante de Redmond ouviu algumas das queixas mais antigas da comunidade e trouxe funcionalidades que já deviam estar no sistema operativo há muito tempo.
Curiosamente, uma delas é tão básica que até custa a acreditar que demorámos décadas a lá chegar.
Uma pesquisa que funciona… A sério?

Portanto, vamos começar pelo detalhe mais ridículo e, ao mesmo tempo, mais útil para o utilizador comum.
Ou seja, até agora, o Explorador de Ficheiros do Windows teimava em mostrar o tamanho de praticamente tudo em Kilobytes (KB). Quer tivesses um documento de texto leve ou um vídeo em 4K pesadíssimo. Isto significa que tinhas de andar a fazer contas de cabeça com milhares de KBs para perceber o tamanho real da coisa. Com esta atualização, o sistema passa a ser dinâmico! Mostra os ficheiros em KB, MB ou GB, consoante o que faz sentido. Aleluia!
Além de tudo isto, a barra de Pesquisa do Windows levou uma valente esfrega. A partir de agora, o sistema consegue entender erros de ortografia ou palavras incompletas. Mas o verdadeiro trunfo é que a pesquisa deixou de te atirar links da web inúteis (olá, Bing) quando estás apenas à procura de uma definição do sistema ou de um ficheiro que guardaste ontem.
Finalmente… O Windows volta a focar-se em procurar as coisas localmente no teu computador.
Velocidade a sério! Aplicações a abrir até 70% mais rápido!
Entretanto, se tens um computador mais modesto ou já com alguns anos em cima, esta atualização vai parecer magia.
A Microsoft decidiu expandir o “Perfil de Baixa Latência” (Low Latency Profile) para abranger muito mais software. O que é que isto faz na prática? Sempre que abres um programa, o Windows dá uma “injeção” de adrenalina no processador, puxando a frequência ao máximo durante 1 a 3 segundos.
O resultado no mundo real é que as aplicações deixam de se arrastar no arranque. Mais concretamente, programas da casa, como o Edge, Chrome, ou o novo Outlook, a abertura está cerca de 40% mais rápida. Nas áreas críticas do sistema operativo, como o Menu Iniciar e os menus de contexto (aqueles que aparecem com o botão direito do rato), o salto de velocidade chega a uns impressionantes 70%.
Assim, com a chegada deste modo a mais aplicações de terceiros, a sensação de fluidez geral do Windows 11 vai dar um salto gigante.
Já instalaste esta atualização de agosto ou és daquelas pessoas que adia os “updates” o máximo possível até o computador reiniciar sozinho a meio de um trabalho? Deixa a tua opinião na caixa de comentários em baixo.







