WhatsApp muda e a tua carteira sofre: preparado para pagar?

Lembras-te de quando o WhatsApp custava 89 cêntimos por ano e toda a gente reclamava? Parece que esses tempos de pagar para usar estão prestes a voltar, mas desta vez a escolha será mais cruel: ou abres os cordões à bolsa, ou preparas-te para ser bombardeado com publicidade. A aplicação de mensagens mais usada em Portugal prepara-se para uma mudança histórica. A Meta cansou-se de oferecer o serviço sem retorno financeiro direto e quer transformar o WhatsApp numa máquina de fazer dinheiro, tal como já fez com o Instagram e o Facebook. Assim para usar o WhatsApp ou tens de pagar ou aguentar os anúncios.

Preparado para pagar o WhatsApp?

Segundo novas informações descobertas no código da aplicação, o plano da Meta é claro: introduzir publicidade na plataforma.

Não entres já em pânico a pensar que vais ver banners de sapatilhas no meio das conversas com a tua mãe (pelo menos, para já). A publicidade deverá ser inserida em duas áreas estratégicas:

Nos Estados: Tal como acontece nas Stories do Instagram, verás anúncios entre as publicações dos teus amigos.

Nos Canais: Aquela nova funcionalidade de seguir notícias e empresas também será um palco para publicidade.

A nova subscrição Premium

A grande novidade é que o WhatsApp vai adotar o modelo “Spotify” ou “Netflix“. A aplicação continuará a funcionar se não pagares, mas terás de tolerar os anúncios. Se quiseres a experiência limpa e sem interrupções que tens hoje, terás de pagar uma mensalidade ou anuidade.

Porquê agora? A resposta é simples: dinheiro. A Meta comprou o WhatsApp por uma fortuna astronómica e, segundo relatórios recentes, apenas recuperou cerca de 10% desse investimento inicial após quase uma década. Embora a recolha de dados dos utilizadores seja valiosa, Zuckerberg quer ver dinheiro vivo a entrar.

WhatsApp GhostPairing

O que deves esperar

Esta tendência de monetização não é nova, mas marca o fim de uma era para o WhatsApp. A privacidade e a ausência de ruído visual eram os grandes trunfos da app. Agora, o utilizador gratuito passará a ser, mais do que nunca, o produto.

Ainda não há datas oficiais para a implementação em Portugal, mas o código já lá está. A pergunta que se impõe é: vais ceder e pagar a subscrição, ou vais habituar-te a saltar anúncios enquanto vês os Estados dos teus amigos?

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Bruno Fonseca
Bruno Fonseca
Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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