Quando a Renault apresentou o seu Rafale Plug-in com uma bateria de 22 kWh, eu pensei: “Isto é mesmo qualquer coisa! O primeiro Zoe, um veículo 100% elétrico, contava com uma bateria deste mesmo exato tamanho”. Pois bem, a Volvo olhou para o mercado e disse… “Podemos ir um bocadinho além disto!” E foram mesmo.
O novo Volvo XC60 PHEV faz 200 km a eletricidade: Um elétrico com depósito de emergência!

Eu tenho um híbrido plug-in, um Golf GTE, com uma bateria agora risível de 7 kWh úteis. E, na altura, foi um carro que até meteu um sorriso no rosto de vários entusiastas, porque não só conseguia ser poupado, como também trazia performance a sério quando esta era necessária. Agora? Estamos noutro campeonato.
O renovado XC60 acaba de duplicar a capacidade da bateria do modelo anterior e promete até 200 km de autonomia em modo 100% elétrico. No fim do dia, isto é praticamente um carro elétrico com um depósito de gasolina de emergência!
Uma bateria de elétrico enfiada num híbrido
Vamos a números que realmente interessam! A velhinha bateria de 18,8 kWh foi para o lixo. No seu lugar, a Volvo enfiou um conjunto monstruoso com 41,2 kWh de capacidade bruta (37,9 kWh úteis). Para teres uma noção do que isto representa, este híbrido tem agora uma bateria maior do que muitos automóveis 100% elétricos citadinos, como o futuro ID. Polo da Volkswagen.

O resultado prático deste transplante radical é demolidor:
- O campeão da autonomia em Portugal: O ciclo oficial WLTP aponta para até 200 km sem gastar uma única gota de combustível na variante T6 Long Range.
- Adeus ansiedade de carregadores: Quando juntas o motor a gasolina de 2,0 litros à equação, a autonomia total combinada dispara para lá dos 1.200 quilómetros.
- Potência de sobra para ultrapassar: O modelo T6 combina o motor turbo a gasolina com o motor elétrico de 177 cv para debitar um total de 356 cv. Se quiseres ir para a versão de topo T8, a cavalagem sobe para uns brutais 461 cv.
A ideia faz sentido? Faz. Mas o preço…
Os preços para Portugal só vão ser oficializados em outubro, mas sejamos realistas… Enfiar uma bateria de 40 kWh num SUV premium destes não vai sair barato. A versão T6 anterior já arrancava na fasquia dos 70 mil euros, pelo que o aumento substancial nos custos de produção vai certamente refletir-se na conta final.
Ainda assim, se o conceito de PHEV com 30 km de autonomia sempre foi um disparate técnico para inglês ver, este monstro de 200 km é a prova de que a tecnologia híbrida ainda tem uma palavra de peso a dizer antes de sermos todos empurrados à força para o elétrico puro.
Antes de mais nada, o que pensas sobre isto? Um híbrido com 200 km de autonomia elétrica faz sentido para a tua rotina, ou por estes valores saltavas logo de cabeça para um 100% elétrico?








