O T-Roc fechou o ano como o modelo mais vendido da Volkswagen na Europa e o terceiro carro preferido dos condutores europeus. Assim, é a par de nomes como o Tiguan e o Golf, um dos pilares mais importantes da marca alemã.
É um automóvel com muito peso!
Sendo ainda mais especial para nós, porque o T-Roc é o principal produto da Autoeuropa em Palmela. Para teres noção, já saíram de lá mais de 2 milhões de unidades de 2017. Por isso, agora que o modelo mudou um bocadinho de aspeto, e até parece ter crescido em tamanho e identidade, é importante saber se é uma mudança para melhor, ou uma daquelas mudanças que acontece só e apenas porque sim.
Volkswagen T-Roc – É o carro mais português do mercado!

Portanto, atualizar um modelo com este peso é sempre uma responsabilidade gigante, mas a Volkswagen tem know-how de sobra acumulado ao longo de oito gerações de Golf, e tantos outros modelos com pedigree à séria.
Dito tudo isto, o T-Roc beneficia disso tudo e continua a impressionar o mercado com a sua simplicidade. Até porque, por fora, a marca apostou numa evolução e não numa revolução. Está mais moderno, alinhado com a linguagem atual da Volkswagen, mas ainda assim indiscutivelmente um T-Roc.

O design ganhou dinamismo, com um capot mais horizontal e um pilar traseiro mais inclinado, acompanhado por uma melhoria de 10% na eficiência aerodinâmica.
Além disso, e num comentário mais pessoal, acho que este amarelo assenta-lhe que nem uma luva, criando um contraste impecável com os elementos em preto da carroçaria. Não é para todos, mas eu gostei, e de facto, muito boa gente elogiou o automóvel ao longo do teste.
Por dentro há mais espaço, melhor ergonomia e mais tecnologia

No interior a evolução é bastante mais evidente.
Parece muito mais espaçoso, e de facto, um carro que pertence ao ano de 2026.
Além disso, os materiais trazem mais qualidade face aos modelos do T-Roc do passado. Isto enquanto, no lado da ergonomia, há melhorias que se destacam no dia a dia, como os novos manípulos de abertura das portas, o comando rotativo do volume na consola central e o seletor da caixa de velocidades que passou para a coluna de direção.
Está maior?
Sim!
O T-Roc cresceu 122 mm no comprimento e ganhou 39 mm na distância entre eixos. Quem viaja nos bancos traseiros nota logo a diferença no espaço para as pernas, e a bagageira subiu para os 475 litros (mais 30 litros do que antes).
O piso amovível ajuda a ajustar a altura de carga e permite criar um plano totalmente plano ao rebater os bancos. O assento traseiro apoia bem as pernas, embora o túnel central continue a ser demasiado elevado para quem vai no meio.
Ao volante: Mais refinado, e por isso mais carro!

A condução deu um salto claro em refinamento.
O comportamento dinâmico não pretende ser desportivo, e nem é esse o foco de um SUV familiar, mas sentimos o carro mais ligado aos comandos. É um automóvel muito apontado. Ou seja, obedece muito bem aos teus comandos, sem nunca sacrificar o conforto e segurança.
Debaixo do capot está o motor 1.5 Turbo a gasolina com sistema mild hybrid de 48V de 116 cv. Sendo muito honesto, para uma utilização normal do dia a dia, chega perfeitamente. Contudo, podes querer mais. Por isso, quem gosta de ter mais reserva de potência para fazer uma ultrapassagem sem esforço com o carro carregado, faz bem em ponderar o investimento adicional euros pela versão de 150 cv, que continua extremamente eficiente.
Como estamos de consumos?
No capítulo da eficiência, fechei o ensaio com uma média combinada no computador de bordo de 6 l/100 km. Em autoestrada o valor sobe ligeiramente, mas raramente passou dos 7 litros. O sistema mild hybrid de 48V merece nota positiva pela forma suave e impercetível com que desliga e volta a ligar o motor térmico.
Conclusão
Esta nova geração do T-Roc pode parecer uma mudança subtil para os mais distraídos, mas é um automóvel claramente superior ao modelo original. Está mais apelativo visualmente, mais espaçoso, mais digital e, acima de tudo, mais refinado e eficiente na estrada.
Podemos dizer que o nosso “puto” está agora mais crescido, e bastante mais maduro. Parece um homem!
Consideras o T-Roc uma das melhores opções no segmento dos SUV compactos ou preferes olhar para a concorrência? Deixa a tua opinião na caixa de comentários em baixo.







