Estes são os vírus informáticos mais perigosos da história!

Já aprendemos a conviver com os vírus informáticos. No entanto a verdade é que têm feito vários estragos desde os anos 80 e afetam várias coisas desde os nossos computadores pessoais até aos sistemas industriais. Dito isto vamos olhar para o primeiro vírus da história e também dizer-lhe quais são os mais perigosos de sempre!

Estes são os vírus informáticos mais perigosos da história!

Antes de 1988, a maioria dos vírus eram praticamente inofensivos. Entretanto em Janeiro de 1986, nasceu o primeiro vírus escrito para PCs baseados em Windows. Conhecido simplesmente como “Brain”, foi escrito por dois irmãos, Basit e Amjad Farooq Alvi, que na altura tinham apenas 17 e 24 anos de idade. A intenção do vírus era boa mas as coisas correram mal.

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Ora estes dois irmãos criaram um programa de monitorização do coração. Conseguiu algum sucesso e mais tarde chegou ao seu conhecimento que os piratas estavam a distribuir o software sem qualquer permissão. Foi exatamente assim que nasceu o Brain. Ou seja, como uma forma de tentar regular e proteger o software que eles criaram.

Se versões copiadas ilegalmente do software fossem instaladas num computador, o vírus também se copiava a si próprio para a máquina. Depois o utilizador do software pirateado recebia uma mensagem a afirmar que o seu computador estava infectado com um vírus e que o utilizador teria de contactar imediatamente os irmãos para a remoção.

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Quando a epidemia atingiu o seu auge, os irmãos foram inundados com telefonemas de todo o mundo, exigindo que as máquinas fossem “desinfectadas”.

Eles nunca chegaram a ser processados por isto já que até estavam apenas a defender a sua propriedade. No entanto foram muito perseguidos pelos media na altura.

Seja como for os outros que se seguiram conseguiram fazer muito pior.

Melissa

O Melissa apareceu em 1999. Foi numa altura em que os vírus informáticos ainda eram um conceito relativamente novo. Contudo, o vírus Melissa, conhecido como o vírus de crescimento mais rápido daquela época, rapidamente os destacou como uma preocupação crescente para todos.

Tudo começou quando um homem chamado David Lee Smith usou uma conta AOL para carregar um ficheiro na Internet que, quando descarregado, se apoderava das primeiras versões do Microsoft Word. Se um utilizador também tivesse o Microsoft Outlook, o vírus enviar-se-ia por e-mail para as 50 pessoas no topo da lista de endereços de um utilizador.

Embora isto possa não parecer assim tão importante, foi. De acordo com o FBI, muitos servidores de e-mail ficaram sobrecarregados e tiveram de ser encerrados. Além disso, o tráfego na Internet abrandou um pouco.

Alguns meses depois da condenação do criador do vírus David Lee Smith, o FBI desenvolveu a sua Divisão Cibernética, que ainda hoje investiga o crime cibernético.

ILOVEYOU

Quem não quer encontrar uma carta de amor na sua caixa de entrada? Infelizmente, muitos Romeos e Juliets em 2000 foram vítimas de um vírus depois de terem dado um clique no que parecia ser uma carta de amor no Microsoft Outlook.

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O vírus ILOVEYOU (conhecido como Love Bug na altura) era tecnicamente um worm e começou como um email aparentemente inocente. A linha de assunto, “ILOVEYOU”, atraiu utilizadores de e-mail. Dentro, estava à espera ficheiro de texto intitulado “LOVE-LETTER-FOR-YOU.TXT.VBS”.

Assim que o ficheiro era aberto, o worm passava para ficheiros que ficavam permanentemente danificados, tais como fotografias e documentos críticos no computador

Milhões de computadores foram infectados em apenas alguns dias.

Code Red

Um dos vírus mais ameaçadores, o Code Red perseguiu muitas empresas em 2001. Na verdade, é considerado por muitos como o primeiro ataque grave a um sistema empresarial.

O worm Code Red visava especificamente sistemas que executavam Microsoft Internet Information Services (IIS) para Windows Server.

Nimda

Em 2001 nasceu o Nimda. De facto, foi pouco tempo depois dos ataques de 11 de Setembro. O Nimda era semelhante ao ILOVEYOU e ao Code RED na medida em que se reproduzia a si próprio.

No entanto, foi particularmente prejudicial porque era capaz de se espalhar de várias maneiras, incluindo através de e-mail e sites comprometidos. O Nimda afectou os sistemas operativos Windows e foi capaz de modificar os ficheiros do sistema e até mesmo criar contas de convidados.

Devido ao Nimda, milhões de máquinas foram infectadas, e muitas grandes empresas tiveram de fechar as suas redes e operações.

MyDoom

O Mydoom nasceu em 2004 e tornou-se rapidamente no worm de e-mail de crescimento mais rápido da história. Na verdade, ele ainda detém o título.

Espalhava-se essencialmente através de anexos de e-mail e se o anexo fosse aberto, o worm enviava-se para outros endereços de e-mail encontrados no livro de endereços do utilizador ou outros ficheiros locais.

Fonte

O rápido crescimento do Mydoom atrasou o tráfego da Internet em todo o mundo. O Mydoom também esteve na base de múltiplos ataques DoS e DDoS, incluindo ataques contra os EUA e a Coreia do Sul.

Zeus

O Zeus, também conhecido como Zbot, é um malware que infecta o Microsoft Windows e tem como alvo mais comum informações financeiras ou bancárias. Começou a fazer estragos em 2007, quando roubou informações do Departamento de Transportes dos EUA.

Esta ameaça criava uma botnet, que é uma rede de computadores controlados remotamente. Como resultado, um atacante podia controlar vários computadores ao mesmo tempo. Foi isto que lhe valeu a entrada para a lista dos vírus mais perigosos da história. O Zeus muitas vezes infetava um computador depois de um utilizador dar um clique num link malicioso num e-mail ou descarregar um ficheiro infectado.

Stuxnet

A Stuxnet fez manchetes em 2010 como o primeiro worm desenvolvido para visar sistemas de controlo industrial. De facto conseguiu criar danos físicos nas instalações nucleares do Irão, particularmente nas centrífugadoras. Isto ao explorar vulnerabilidades encontradas dentro do Windows.

WannaCry

O WannaCry fez muitas vítimas a partir de Maio de 2017. O objectivo era simples: manter os ficheiros de um utilizador reféns e receber Bitcoins.

O ataque do WannaCry usou um hack conhecido como EternalBlue para obter acesso a computadores com o Microsoft Windows. Assim uma vez no interior, o WannaCry encriptava os dados do computador. Aí os utilizadores viam uma mensagem a exigir um pagamento em Bitcoins para a libertação dos ficheiros.

Entretanto em 2017, os danos foram estimados em milhares de milhões. Ainda hoje, o WannaCry existe, salientando a importância de nos protegermos do ransomware.

Incluía mais algum vírus na lista dos mais perigosos da história?

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Bruno Fonseca
Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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