Ainda não estamos no olho do furacão da crise de chips, que vai encarecer tudo e mais alguma coisa, mas já começam a existir demasiadas provas de que não há mesmo muito a fazer. Os nossos hábitos de consumo vão mudar, possivelmente para sempre.
Não sei se vai ser bom ou se vai ser mau. Porque é impossível perceber isso neste momento. Mas, uma coisa é certa! Vão ter de mudar, porque ninguém vai ter dinheiro, ou pelo menos vontade de gastar os valores que as marcas vão pedir.
Isto é até bastante desapontante para mim, que gostava da direção que o mercado estava a levar há alguns anos. Infelizmente, depois da pandemia… Tudo mudou. A tecnologia que dá vida aos smartphones estava a ficar muito acessível, e isso estava a resultar em aparelhos incríveis.
Mas, a era dos smartphones baratos acabou de vez: Habituem-se a pagar mais!
A fasquia dos 2000€ vai doer. E não vai ser pouco.

Portanto, como estou farto de dizer, quando a Apple renovar a gama de iPhones com os novos iPhone 18 Pro e Pro Max, as regras do jogo vão mudar. A gigante norte-americana está a rever os preços de todos os seus produtos em alta, normalmente com cerca de 300€ de acréscimo.
É preciso dizer que não acredito que o iPhone vá encarecer 300€, mas… 200€? É mesmo muito provável.
Mais concretamente, isto vai atirar o iPhone 18 Pro para a fasquia dos 1550€ e o iPhone 18 Pro Max para os 1700€. É muito dinheiro. São quantias que vão meter travão nos sonhos dos consumidores que gostam de ter o melhor e mais recente. Nem a parte do estatuto vai salvar a coisa. No fim do dia, há coisas mais importantes na vida do que ter o último grito da tecnologia, e quando um smartphone começa a tocar perigosamente nos 2000€, essa realidade cai-nos em cima como um piano a cair de um prédio tal e qual como acontecia nos desenhos animados antigos.
Aliás, o problema nem está apenas e só na Apple, está em todo o lado e já se começa a notar. Quando a Apple puxar a bitola para cima no seu modelo mais caro, todas as outras fabricantes vão aumentar os seus preços para o mesmo escalão. Ou seja, ter um smartphone de topo de nova geração vai ser muito mais caro e infinitamente mais difícil de justificar.
O drama da gama média… Assusta!
No fundo, o problema vai muito além das gamas mais altas.

A Xiaomi lançou a sua gama média Redmi Note 17 e… São más notícias.
A gigante chinesa tentou e até escolheu um caminho diferente. O da bateria enorme, dentro de um corpo igual ao ano passado. Mas estes já não são aqueles aparelhos Xiaomi capazes de oferecer o mundo por tuta-e-meia. São smartphones que se sentem mais limitados face ao ano passado e que vão empurrar os consumidores para propostas com um ou dois anos em cima.
Pode parecer estranho, mas esta é a nova realidade. Tu não vais comprar o iPhone 18, vais para o 17. Também não vais comprar o Galaxy S27, vais para o S26. E até na gama média, vais preferir um Redmi Note de geração anterior ao novo modelo deste ano. De facto, muito boa gente vai virar-se de vez para os recondicionados, visto que comprar “velho” vai passar a ser o novo normal. Afinal, é mais barato e vai dar rigorosamente ao mesmo.
De quem é a culpa?
No fim do dia, a culpa nem é da ganância desmedida das fabricantes, como foi durante muitos anos. É de quem produz chips, é da loucura da Inteligência Artificial a sugar toda a capacidade de fabrico e é de uma série de fatores que simplesmente não conseguimos controlar.
Portanto, prepara-te mentalmente para manter o teu telemóvel atual mais tempo ou para começar a olhar com outros olhos para aparelhos usados. É triste, mas é verdade.







