O ano de 2026 roça o absurdo quando o assunto são os preços da tecnologia. Ou seja, entre o “RAMpocalypse“, a crise dos semicondutores e a loucura da Inteligência Artificial a sugar todos os recursos da indústria, o hardware disparou para valores absurdos.
Isto inclui as velhas consolas, que ao longo do seu ciclo de vida já encareceram várias vezes, e pelos vistos vão encarecer ainda mais. Mas, o problema já nem é a atual geração, é o que vem a seguir. Uma consola pode mesmo vir a custar 1000€, ou até mais que isso. Pelo menos a PlayStation 6 parece estar a preparar o seu público para isso mesmo.
A PlayStation 6 arrisca-se a ser a consola mais cara da história, e a própria Sony já começou a preparar o terreno.
Uma PlayStation 6 a 1000 euros já não parece loucura?
Portanto, durante uma sessão de perguntas e respostas com investidores, as chefias da Sony deitaram água fria nas esperanças de quem esperava uma consola a preços tradicionais. (Seja lá o que isso for).
A marca admitiu explicitamente que os custos de produção, ou melhor, a lista de materiais (Bill of Materials) da PS6 está perigosamente encostada à fasquia dos 1000 dólares, e de facto, com o passar do tempo, é provável que ultrapasse este valor. Mas, o mais importante no meio de tudo isto é o que a Sony deixou bem claro para todos. A gigante Japonesa não tem qualquer intenção de vender a consola com prejuízos significativos para depois recuperar o dinheiro nos jogos.
O que significa isto?
No passado, era normal uma marca lançar uma consola a perder dinheiro. Ou seja, o custo de produção seria mais elevado do que o preço de venda. Mas, com o passar do tempo, era possível retirar dinheiro dos jogos, subscrições, e claro, eventualmente também da venda da consola.
Hoje em dia isso é bastante mais complicado de fazer. Mas, é muito provável que a Sony seja obrigada a perder algum dinheiro em cada consola vendida. Até porque as recentes métricas de vendas de consolas não enganam.
A questão aqui é que a empresa não pode é perder centenas de euros em cada venda. Por isso, e como tem de existir um teto máximo para a loucura, acredito que a consola seja vendida a 899€ ou 999€. Mesmo que seja mais cara que isso no lado da produção.
Até porque a memória vai ficar mais cara nos próximos meses, e a Sony não pode andar a subir preços.
Existe um plano B!
A grande curiosidade no meio deste cenário foi a forma como a Sony desviou a conversa para aparelhos como o PlayStation Portal. Isto deixa no ar uma pista muito interessante sobre a estratégia para a próxima geração.
Ou seja, em vez de se matarem a tentar baixar o preço de um monstro debaixo da televisão, os japoneses podem estar a virar agulhas para alternativas mais baratas de entrada. Esta pode ser a solução do mercado, apesar de muitos especialistas acreditarem que ainda é muito cedo para uma aposta séria no streaming.
Mas… Uma coisa é certa! Os tempos de comprar uma consola topo de gama por 400 ou 500 euros no dia de lançamento acabaram de vez.






