Quando compramos um smartphone novo, há (quase) sempre dois acessórios que têm de ser comprados no imediato. Uma boa capa, e claro, uma película ainda melhora.
Mas aqui surge uma dúvida muito comum. Vale mesmo a pena gastar 30€ num protetor de ecrã premium? Ou um modelo barato faz praticamente o mesmo trabalho? Há que ter noção das diferenças.
Os smartphones já são muito mais resistentes nos dias que correm.
Nos primeiros anos, os ecrãs eram muito frágeis. Basta teres moedas no bolso, ou as chaves de casa, e já sabias que ias ter riscos no ecrã. Não havia como fugir. Os ecrãs eram de plástico, e mesmo as primeiras gerações de vidro não tinha grande resistência a riscos pequenos.
Foi precisamente por isso que os protetores de ecrã se tornaram tão populares.
Hoje a história é um pouco diferente. Muitos smartphones utilizam vidros avançados como o Gorilla Glass, que são muito mais resistentes a riscos e quedas. Ainda assim, isso não significa que o ecrã esteja totalmente seguro. Mesmo os melhores painéis continuam a poder riscar ou partir em quedas mais infelizes.
Um protetor de ecrã é feito para se sacrificar!
Existe também um detalhe importante que muitas pessoas esquecem. Um protetor de ecrã é consumível. É daquelas coisas que muito provavelmente vais ter de trocar, se porventura quiseres ficar o mesmo smartphone 3 ou 4 anos.
Ao contrário do ecrã do smartphone, que se partir implica uma reparação cara, o protetor existe precisamente para absorver o impacto e ser substituído quando começa a ficar danificado. Por isso, em muitos casos, um protetor barato pode fazer exatamente aquilo que se espera dele. Proteger o ecrã e partir primeiro.
Aliás, muitos especialistas defendem que faz mais sentido investir num bom capa ou até em seguros como AppleCare do que gastar demasiado dinheiro num vidro de proteção.
Mas os modelos mais caros não são inúteis!
Isto não significa que os protetores mais caros sejam um desperdício total. Os modelos premium costumam usar materiais de maior qualidade, melhor resistência a impactos e até funcionalidades extra como anti-reflexo ou acabamento matte.
Na prática, podem durar mais tempo ou oferecer um pouco mais de proteção. Mas a diferença raramente é tão grande quanto o preço sugere.
O tipo de protetor é mais importante do que o preço
Mais importante do que escolher entre um protetor de 15€ ou 50€ é escolher o tipo certo.
- PET plástico – muito barato e fino, protege contra riscos mas quase nada contra impactos
- TPU hidrogel – mais flexível e resistente do que plástico, mas menos claro do que vidro
- Vidro temperado – normalmente a melhor opção para a maioria das pessoas
- Vidro híbrido – pensado para quem quer proteção extra contra quedas
- Nano líquido – cria uma camada invisível, mas oferece pouca proteção contra impactos
Para a maioria dos utilizadores, um vidro temperado simples continua a ser a melhor escolha. Tens alternativas muito boas a 5€ ou 10€, muitas delas com 2 ou 3 películas dentro da caixa.









