Honor apresentou um “Robot Phone” na CES 2026. Ideia genial ou conceito apenas e só estranho?
A Honor não tem uma vida fácil, porque é uma marca que veio de outra marca (Huawei), e que ainda precisa de provar ao que vem. Por isso, decidiu não ir pelo caminho mais fácil.
Assim, em vez de mais um smartphone igual a todos os outros, levou para a CES 2026 algo que ninguém estava à espera: um “phone robot”. Sim, leste bem. Chama-se Honor ROBOT PHONE e foi apresentado como uma nova categoria de produto, algures entre smartphone, robô e dispositivo de IA proativa.
Vai ser um lançamento a sério já no próximo mês, na MWC em Barcelona.
Um smartphone que se mexe… sozinho
O Honor ROBOT PHONE aposta numa arquitetura pouco comum. Ou seja, o smartphone deixa de ser um objeto estático e passa a integrar um sistema de gimbal e movimento, capaz de se orientar fisicamente para o utilizador.
É um smartphone que se sente quase como um animal de estimação inteligente. Está sempre atento, a observar, a analisar. Aliás, a promessa é simples na teoria, mas ambiciosa na prática… Deixar de ser o utilizador a interagir com o dispositivo, para passar a ser o dispositivo a adaptar-se ativamente ao utilizador.
Segundo a Honor, esta abordagem marca a transição de “humanos a operar dispositivos” para “dispositivos ao serviço ativo dos humanos”. Marketing? Um bocadinho. Mas a ideia, pelo menos, é diferente.
A imprensa adorou. Demasiado?
O ROBOT PHONE acabou por arrecadar vários prémios “Best of CES”, com destaque para meios como CNET e Android Police, que elogiaram o design futurista e a ousadia da proposta.
A palavra-chave aqui é mesmo ousadia. Num mercado completamente saturado, onde quase todos os smartphones parecem variações do mesmo molde, a Honor decidiu arriscar num conceito que foge à norma.
Se isto vai alguma vez chegar às mãos do consumidor final tal como foi mostrado? Essa é outra conversa. Mas tudo indica que sim, visto que durante o dia de hoje, no lançamento do Magic 8 Pro, a própria Honor afirmou que vamos ver este aparelho na MWC em Barcelona.
Estratégia Alpha. A Honor quer liderar?

Este ROBOT PHONE encaixa na chamada “Alpha Strategy” da Honor, uma aposta clara em diferenciação tecnológica e em produtos que definam novas categorias, em vez de apenas seguirem tendências ditadas por outros.
Os números ajudam a perceber o contexto. Em 2025, a Honor ultrapassou os 71 milhões de smartphones vendidos a nível global, com crescimento forte fora da China e mais de metade das vendas já feitas em mercados internacionais, incluindo a Europa.
Produtos como a série Magic 8 e os dobráveis Magic V ajudaram a consolidar essa imagem mais premium. O ROBOT PHONE aparece como o próximo passo lógico, ainda que claramente experimental.
Uma coisa é certa. Indiferente não deixa ninguém
Se isto vai mudar o mercado ou ficar na gaveta dos conceitos esquecidos, ainda é cedo para dizer. Mas há algo que não se pode negar à Honor.
Enquanto muitos continuam a reciclar ideias, a Honor está a tentar criar algo novo. Pode falhar. Pode nunca sair do papel. Mas, num mercado cada vez mais aborrecido, ver uma marca a arriscar assim já é meio caminho andado.
É esperar para ver o que vai dar. Ou não.

