Um fim-de-semana com o Galaxy S8

Serão as curvas realmente o único aspecto de relevo?

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Galaxy S8

Malta: ainda se lembram da Samsung antes do primeiro iPhone? Quando ainda eram de plástico? A evolução foi grande. Tão grande, que neste momento o Galaxy S8 e o Galaxy S8+ (a nossa review aqui) já não seguem as tendências lançadas pela Apple. São agora trend setters. Quer isto dizer que a marca sul-coreana é, finalmente, o epítome da tecnologia móvel. Mas vocês já sabiam disso. Agora o que não sabem é se, depois dum fim-de-semana, vos recomendo gastar no mínimo 800€.

Galaxy S8 = Design

Epá, e o ponto principal do Galaxy S8 é justamente o design. Será esse o motivo de maior atenção do vosso equipamento. Primeiro, porque o aumento de área de ecrã não significou o aumento do tamanho do equipamento. Que é o mesmo que dizer que o Galaxy S8 cabe na vossa mão, contudo o ecrã é maior do que os restantes.

O que, na verdade, não deixa de ser uma pequinhice. Certo. Só que as novidades não acabam por aqui. As bordas agora são permanentes nos dois modelos e não são tão pronunciadas como há duas gerações atrás. Principalmente na versão mais escura, cria a ilusão de estar a olhar para um smartphone infinito.

Para ver Netflix e afins é o melhor. Sem sombra de dúvida. A verdade é que nunca percebemos o quanto uma moldura nos chateia quando nos habituamos a Orange is the New Black no ecrã do Galaxy S8. Contudo, se o assunto for gaming, rezem para que a vossa app esteja preparada para o ecrã do Galaxy S8. Porque senão o alargamento proposto pelo Game Launcher (app nativa, gestora de jogos) acaba por cortar conteúdo e desfocar a imagem.

E por falar no Game Launcher…

O melhor Smartphone para Gaming

Por onde começar? Bom, provavelmente pela aplicação. O Game Launcher sofreu algumas alterações relativamente à versão do ano passado. A UX (User Experience) está mais simplificada e, em meia dúzia de toques, acedemos a todas as opções.

No ecrã inicial encontramos logo as novidades. Primeiro que tudo, creio que é o primeiro smartphone com opção de overclocking. Quer isto dizer que, em detrimento da gestão da bateria, conseguem puxar por qualquer jogo a 100% sem lag.

E acreditem que isto tanto serve para Clash Royale como para jogos mais exigentes, como um Vainglory. Mas as novidades não ficam por aqui. Um pormenor interessante para quem não resiste a uma pausazinha no trabalho ou na escola – é também possível definir se todos os jogos iniciam com o som no mínimo. Sabem, para ninguém ouvir o início do jogo dentro da casa-de-banho ou em semelhante ocasião.

De resto, a API da Vulkan continua a dar um apoio importante na renderização gráfica. Para além disso, o Galaxy S8 continua a ter a gravação de ecrã com filmagem da face do gamer. O que é perfeito para quem cria conteúdos com jogabilidade.

Fotógrafo automático

O mercado da fotografia de smartphone está cada vez mais concorrido. O combate é a três: iPhone 7 plus x Huawei P10 x Samsung Galaxy S8. A câmara sul-coreana tem uma vantagem, no entanto, que mais nenhum tem. É a velocidade da focagem. E quando eu digo que o foco é rápido, estamos a falar de foco praticamente instantâneo. 

Pode parecer parvoeira minha, mas não imaginam o jeitaço que dá. Falamos de 1,5 segundos de diferença, sim. Mas tem todo o peso nas mãos de um amador, sem a experiência da estabilização dum profissional.

Para além disso, e graças à tecnologia Dual Pixel, continua a ser o melhor smartphone para fotografia nocturna. Nitidamente os restantes são excelentes com as fotografias monocromáticas – se quiserem tirar fotos a preto e branco, by all means, escolham qualquer um deles. Agora, na minha opinião, para uma pessoa que simplesmente quer tirar fotografias porreiras para as redes, o Galaxy S8 é a melhor câmara do mercado.

Vejam aqui algumas chapas que tirei e formem as vossas conclusões.

Conclusão

Podia mandar vir com o posicionamento do sensor de impressões digitais. Podia embirrar com a facilidade com que o desbloqueio por reconhecimento facial se despoleta com fotografias. Mas são isso mesmo – embirrices. Pequenos grãos de areia naquilo que é, na minha opinião, o melhor smartphone do mercado. 

Sim, porque para além do que descrevo acima, a bateria aguenta um dia inteiro com qualquer tipo de utilização. Carrega numa hora e poucos minutos, caso descarregue. Não bloqueia em absolutamente nada do que lhe atirem. Dá para fazer GIF’s automaticamente. Consegue fazer print screens da área que seleccionem.

Ah, mas tu de certeza que foste pago pela Samsung para o dizer! Errado, caro leitor. Não só não fui pago, como aconteceu um fenómeno ainda mais curioso. O nosso membro iPhone da equipa, Pedro Vieira, testou também o Galaxy S8. E o Pedro é utilizador de todo o ecossistema. iPhone, iMac, Macbook, Apple TV, Beats (eu sei, eu sei), you name it. Sabem qual é o smartphone novo do Pedro?

O Galaxy S8, que teve de comprar uma semana após experimentá-lo. Já eu comprei um Galaxy S8+. Portanto, creio que já perceberam que recomendamos sem qualquer reserva a compra, certo?

Vamos ver o que a Apple nos reserva para Setembro, mas por agora, o trono é confortavelmente da Samsung.

 

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Carlos Duarte

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