A ASUS resolveu ir um pouco mais longe na CES 2026 e apresentou, em parceria com a XREAL, uns óculos de realidade aumentada que vão dar muito que falar. Chamam-se ROG XREAL R1 AR e a promessa é simples de explicar, mas difícil de ignorar. Estamos a falar de um ecrã virtual gigante, até 171 polegadas, com uma taxa de atualização de 240 Hz.
Sim, é um mega monitor, que está sempre contigo, e até te dá uma outra imersão. Algo que pode ser ligado a um PC, consola ou até a uma consola ROG Ally.
Porém, como quase sempre acontece neste tipo de produto, há aqui um equilíbrio delicado entre ambição e compromissos.
Um ecrã virtual enorme, sempre à frente dos olhos
O grande impacto visual vem do tamanho do ecrã virtual. A ASUS fala numa projeção equivalente a 171 polegadas a cerca de 4 metros de distância, com um campo de visão de 57 graus.
Na prática, a ideia é sentires que estás em frente a um ecrã gigante, sem precisares de espaço físico para isso.
Além disso, o sistema de ancoragem espacial permite “fixar” a imagem num ponto, em vez de ela andar atrás da tua cabeça a cada movimento. Isto é importante para reduzir fadiga e tornar a experiência mais próxima de um monitor tradicional.
Soa bem. E é, pelo menos em teoria.
A resolução é onde a magia começa a falhar

Aqui está o primeiro travão ao entusiasmo. Apesar de toda a conversa em torno de imersão e fluidez, estes óculos ficam-se pelo Full HD. Estamos a falar de 1920×1080 píxeis.
Para um ecrã virtual deste tamanho, isto pode traduzir-se numa nitidez abaixo do ideal, especialmente para quem já está habituado a monitores 1440p ou 4K. A taxa de atualização de 240 Hz ajuda muito na fluidez, sobretudo em jogos, mas não faz milagres na definição da imagem.
É como ires comprar uma TV de 100 polegadas, mas ficares pelo Full HD. Não vai ser a mesma coisa que ter uma TV 4K também ela de grandes dimenssões.
Pensados para o ecossistema ROG

Em termos de ligações, os ROG XREAL R1 AR usam USB-C e podem ser ligados ao chamado ROG Control Dock, que permite alternar entre várias fontes de imagem através de HDMI e DisplayPort.
Há também uma clara aposta na integração com o ecossistema ROG, especialmente com o Ally, e um detalhe interessante nas lentes eletrocrómicas, que ajustam automaticamente a transparência conforme a luz ambiente.
Tudo isto vem embalado num acessório leve, com cerca de 91 gramas, pensado para não se tornar um incómodo ao fim de alguns minutos de uso.
O preço vai decidir tudo!
Para já, falta saber o mais importante: o preço. Também não há uma data concreta de lançamento, apenas a indicação de que deverá chegar algures na primeira metade de 2026.
Dito tudo isto, se for um produto absurdamente caro, vai ficar limitado a um nicho muito específico. Porém, se a ASUS conseguir um preço minimamente razoável, estes óculos podem tornar-se uma alternativa curiosa aos monitores tradicionais, pelo menos em certos cenários.
Não vão substituir um bom ecrã em cima da secretária. Mas podem muito bem abrir a porta a uma nova forma de jogar e consumir conteúdos.

