A última teoria de Stephen Hawking antes de morrer


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Pouco tempo antes de falecer, Stephen Hawking completou a sua teoria final do cosmos, que pelos vistos é bastante mais simples do que seria de esperar.

Stephen Hawking

De acordo com o físico, a realidade pode ser constituída por múltiplos universos, mas cada um deles pode não ser assim tão diferente do nosso! O trabalho, completo semanas antes da sua morte, mostra uma cenário bastante simples sobre o cosmos!

Publicado na última quarta feira no ‘Journal of High Physics’, este trabalho revela uma longa colaboração com Thomas Hertog que afirma que pensaram nesta teoria durante muito tempo. Hertog acredita que realmente Stephen Hawking a apreciava.

Thomas Hertog viajou para Cambridge para trabalhar nesta teoria com Stephen. No entanto com o físico a aproximar-se do seu fim, a comunicação tornou-se bastante complicada.

“Sempre tive a impressão de que ele nunca quis desistir, o que é normal, estamos a falar de Hawking. Ele nunca mostrou qualquer sinal de querer desistir! Nunca foi dito entre nós que este seria o nosso último trabalho. Eu pessoalmente sentia que esta podia ser a conclusão da sua jornada, mas nunca lho disse.”

A física moderna tem imensas teorias de como o Universo realmente começou.

Mas uma das mais populares diz que depois do ‘Big Bang’, existiram explosões de “inflação cósmica”, que criaram um número infinito de “universos de bolso” que agora estão espalhados pelo espaço!

Hawking afirmou no passado Outono que “a teoria da inflação eterna diz que o nosso universo é como um fractal infinito, com um mosaico de diferentes ‘universos de bolso’ separados por um oceano insuflável.”

Contudo, no seu trabalho mais recente, Stephen Hawking e Hertog desafiam esta teoria!

Em vez do espaço estar cheio de ‘universos de bolso’ onde as nossas leis da física não se aplicam, estes universos alternativos podem não ser assim tão diferentes um do outro!”

Apesar das consequências desta proposta ainda não serem conhecidas, a teoria pode oferecer algum conforto aos físicos que se perguntam como, dadas todas as variações hostis possíveis, nos encontramos num universo adequado à vida.

“Na antiga teoria, existiam vários tipos de universos, alguns vazios, outros cheios de matéria, outros demasiado expandidos, etc. Existe um grande número de variações. Mas o mistério sempre foi… Porque é que vivemos neste universo especial, onde tudo está equilibrado na perfeição para que exista vida ?”

“Este trabalho tenta explicar este mistério. Reduz o multiverso a um conjunto de universos mais fáceis de gerir, todos parecidos. Stephen afirmou que teoricamente, é quase que como se todos os universos tivessem de ser assim. Dá-nos esperança que um dia consigamos chegar uma estrutura totalmente preditiva da cosmologia ”.

A nova teoria aproveita o trabalho que Hawking e o físico James Hartle publicaram nos anos 80.

No entanto, atualizaram-na com técnicas matemáticas mais modernas e poderosas usadas na teoria das cordas. Teorias em que a realidade é descrita como interações de objetos uni-dimensionais conhecidos como cordas cósmicas.

Malcolm Perry, um colega do agora falecido físico disse que “Stephen Hawking disse que este trabalho era o que mais o orgulhava”.

No entanto este novo trabalho não será o último com o nome de Hawking !

É que Andrew Stominger escreveu pelo menos dois trabalhos com Hawking sobre buracos negros que ainda estão em edição.

Stephen Hawking, que chegou à fama depois do lançamento do seu livro “Uma breve história do tempo”. Morreu no dia 14 de Março com 76 anos devido a doença prolongada.

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