Falamos sempre de processadores, de GPUs e agora de IA, mas há um componente que continua a ser absolutamente decisivo para a experiência real de utilização e quase ninguém lhe dá o devido destaque, o armazenamento.
Dito isto, a nova norma UFS 5.0 promete dar um salto brutal na velocidade dos próximos smartphones topo de gama e a KIOXIA já começou a enviar amostras para fabricantes, o que significa que isto deixou de ser teoria e passou a estar na fase prática de validação.
UFS 5.0 quer acelerar os próximos smartphones (a sério)!
Na prática, estamos a falar de velocidades teóricas que podem atingir cerca de 10.8 GB/s em leitura e escrita usando duas lanes com a nova M-PHY 6.0, algo que há poucos anos era território exclusivo de SSDs NVMe para PCs Desktop, e sim, estamos a falar de um componente que cabe dentro de um smartphone.
Na realidade, este salto não acontece por acaso, acontece porque a quantidade de tarefas pesadas feitas localmente está a crescer de forma absurda. Isto desde processamento de imagem com múltiplas camadas de IA até modelos generativos que precisam de carregar grandes volumes de dados quase instantaneamente. Como é óbvio, sem largura de banda suficiente o processador simplesmente fica à espera, o que é o pior cenário possível.
Por isso, a KIOXIA está a apostar numa solução com controlador próprio e memória 3D BiCS FLASH de oitava geração com tecnologia CBA que melhora eficiência energética, desempenho e densidade, tudo isto em módulos compactos de 7.5 por 13 mm com capacidades de 512 GB e 1 TB, ou seja, não é só mais rápido, é também mais eficiente e mais preparado para dispositivos finos e potentes.
Importa dizer que o padrão ainda está a ser finalizado pela JEDEC e que estamos numa fase de testes e interoperabilidade. Mas, quando as amostras já estão nas mãos dos fabricantes de SoCs é porque a corrida começou e os próximos flagships já estão a ser pensados com isto em mente.
O que muda?
No dia a dia não vais abrir uma app e pensar que estás a usar 10 GB por segundo. Porém, vais sentir aplicações a arrancarem quase instantaneamente. Além disso, vais também notar jogos pesados a carregarem mais depressa e menos engasgos quando o telefone estiver a fazer várias coisas exigentes ao mesmo tempo.
Vai ser tudo mais rápido no dia-a-dia, e isso é importante.
Ou seja, a próxima grande evolução nos smartphones pode não estar apenas no processador ou na câmara. Pode estar escondida num componente que quase ninguém vê mas que define a rapidez real do sistema









