Quem costuma andar atento às guerras dos bastidores da internet sabe perfeitamente que a Google anda há anos a tentar livrar-se das extensões antigas do Chrome. E isso é uma má notícia para alguns dos add-ons mais populares do mundo da internet.
Aqui, o pretexto oficial sempre foi a segurança e a modernização do navegador com a introdução do “Manifest V3”, mas a verdade é que esta mudança corta as pernas aos melhores bloqueadores de publicidade do mercado. Nessa lista vais encontrar o uBlock Origin.
uBlock Origin tem fim à vista no Google Chrome!
Portanto, até agora, muitos utilizadores e empresas conseguiam manter o velhinho e ultra-eficiente uBlock Origin vivo através de pequenos truques, políticas de sistema e linhas de código escondidas. No entanto, os engenheiros do Chromium decidiram fechar as portas de vez.
Terá a Google encontrado a desculpa perfeita para nos obrigar a engolir anúncios em todo o lado?
Vamos muito diretos ao assunto! As próximas semanas vão ditar a morte definitiva do formato Manifest V2 no motor Chromium. Ou seja, os programadores da Google revelaram que a próxima grande atualização do navegador vai remover o comando interno “kExtensionManifestV2Disabled” do código-fonte. Este comando funcionava como uma boia de salvação que permitia forçar o suporte às extensões antigas. Ao eliminá-lo, a Google garante que o uBlock Origin original deixa de conseguir correr, independentemente dos truques que tentes fazer.
De facto, a limpeza vai ser feita a pente fino! O Chrome 150 vai bloquear a instalação das extensões antigas a partir da Web Store e a versão 151 vai varrer as últimas políticas de tolerância (como a AllowLegacyMV2Extensions) que os administradores de sistemas usavam em ambientes empresariais.
E agora? É uma purga?
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O grande problema desta purga é que ela não afeta apenas quem usa o browser oficial da Google.
Ou seja, como a esmagadora maioria dos navegadores atuais é construída com base no motor Chromium, a rasteira vai estender-se ao Microsoft Edge e até ao Opera.
Assim, apesar de o Opera ter prometido no passado que iria manter o suporte ao uBlock Origin contra tudo e contra todos, os responsáveis do projeto já admitiram aos programadores que, com a remoção total do código por parte da Google, torna-se impossível cumprir a promessa.
Há solução?
Para quem não quer mesmo abdicar de um bloqueio de anúncios agressivo e personalizável, as opções em 2026 começam a ficar muito curtas. No mundo Chromium, apenas o Brave promete manter defesas nativas robustas integradas diretamente no coração do browser. Fora isso, a única grande resistência continua a ser a Mozilla com o seu Firefox.
Afinal, a equipa do Firefox já garantiu publicamente que não tem qualquer plano para abandonar o Manifest V2, transformando o seu motor Gecko no último grande oásis da internet para quem quer usar o uBlock Origin na sua capacidade máxima e sem limitações impostas por gigantes tecnológicas.
Estás disposto a mudar de navegador e saltar para o Firefox ou vais render-se às extensões mais limitadas da nova era do Chrome ao longo de 2026? Deixa a tua opinião nos comentários.



