Já todos percebemos que a Inteligência Artificial veio para ficar, quer a malta queira, quer não. O problema é quando essa mesma tecnologia deixa de ser uma ferramenta útil para se transformar na desculpa perfeita para tudo e mais alguma coisa.
Ou seja, se já não bastasse as aplicações de entrega de comida estarem pelas horas da morte, com taxas de serviço em cima de taxas de entrega, mais preços inflacionados face aos menus do próprio restaurante. Agora temos de levar com uma praga nova e irritante! Fotografias de pratos criadas por IA no Uber Eats.
Uber Eats: Agora temos a praga das imagens IA falsas

Basta abrires a aplicação hoje em dia para reparar no absurdo.
Ou seja, estás a fazer scroll à procura de jantar e, de repente, dás de caras com um hambúrguer que parece ter saído de uma produção da Pixar, um queijo derretido com iluminação cinematográfica de Hollywood e batatas fritas que parecem clones milimétricos impressos a laser.
Eu percebo que isso também aconteça em vários restaurantes, especialmente em sítios como o McDonalds. Mas… Não faz sentido. Alguns consumidores dizem mesmo que é publicidade enganosa, ou pelo menos, preguiça pura.
As plataformas deviam ser as primeiras a meter um travão nisto.
Vender uma refeição com base numa imagem gerada por computador é cruzar a linha da publicidade enganosa? Se um restaurante não tem o trabalho de cozinhar um prato para lhe tirar uma fotografia com um simples smartphone moderno, que confiança é que posso ter na qualidade do que sai daquela cozinha?
Recorrer a imagens falsas só demonstra duas coisas: desespero para vender gato por lebre e um desprezo total pelo cliente que está a pagar 15 ou 20 euros por um menu simples. O consumidor não é parvo. Ninguém está à espera que a comida chegue a casa impecável como saiu do fogão depois de andar dez minutos aos solavancos na traseira de uma mota. Mas queremos, no mínimo, saber aquilo que estamos a pagar.
A solução para isto é tão simples como antiga. Responder com a carteira.








