Tubos de vácuo podem ser os computadores do futuro


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Os tubos de vácuo são os adereços por excelência da ficção científica distópica ou optimista dos anos cinquenta e dos desenhos animados, dos Jetsons a Futurama, mas de algum modo nunca se tornaram a panaceia da computação. Pelo menos até agora.

O principal problema dos tubos de vácuo era a miniaturização: de centímetros a polegadas de tamanho, um computador com tubos de vácuo não estava simplesmente na sala. Ele era a sala.

Mas os tubos de vácuo sempre tiveram algo aliciante: através do vácuo, a energia viaja sem resistência, ao contrário do que acontece com os transístores. Aí, por mais eficiente que seja o material, continua a ser um sólido denso, que oferece resistência à passagem de corrente.

O que vem mudar o cenário dos tubos de vácuo é a nossa capacidade para organizar nanoestruturas que replicam um tubo de vácuo, mas a uma escala microscópica.

O resultado é aquilo a que a faculdade de engenharia da UC San Diego está a chamar o primeiro dispositivo microelectrónico opticamente controlado sem semicondutores.

Uma estrutura em forma de cogumelos feitos de ouro assenta sobre uma camada de silicone e outra de dióxido de silicone. Para se criarem electrões livres no espaço, basta aplicar-se um laser infravermelho e voltagem mínima, abaixo de 10 Volts.

O resultado é uma condutividade 1,000 vezes melhorada. Os electrões simplesmente podem fluir melhor e mais depressa sem colidirem com os átomos dos semicondutores.

No entanto, esta estrutura é uma prova de conceito, e os responsáveis indicam que terão de ser estudadas novas estruturas específicas para dispositivos específicos.

Para ler mais: UC San Diego

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