É triste, mas mudar de operadora em Portugal continua a ser um pequeno teste à paciência. Curiosamente, até quando mudas para uma sub-marca da mesma operadora.
No meu caso, a decisão parecia simples. Tinha um tarifário na Vodafone que rondava os 40€ por mês, com dados ilimitados. Na realidade eram 25€ por mês, mas depois terminou a campanha de desconto e, apesar de não ser nada de absurdo porque o serviço tinha qualidade, também não era nada de especialmente barato.
Entretanto surgiu a Amigo, com um pacote muito semelhante por cerca de 8€ por mês. A matemática é fácil. Menos 32€ todos os meses! É muita massa para um simples português.
Antes de mudar, paguei tudo o que tinha a pagar
Antes de fazer a troca, fiz aquilo que qualquer pessoa sensata faria. Verifiquei se existiam valores em dívida e paguei tudo o que estava pendente. Não fazia qualquer sentido sair a dever dinheiro. Até porque, no fim do dia, a Amigo é Vodafone. É apenas uma marca diferente da mesma empresa.
Ou seja, a ideia era simples: fechar o ciclo com a Vodafone e começar um novo com a Amigo.
Missão cumprida… certo?
Errado. Chegou uma carta com uma dívida de 24.98€

Algumas semanas após a mudança, recebo uma carta da Vodafone em casa. Lá dentro estava um aviso simples: tenho uma dívida de 24.98€ para pagar.
Dívida de quê? Boa pergunta. Não faço a mais pequena ideia.
A carta não explica absolutamente nada. Não existe qualquer detalhe sobre o serviço, o período ou a razão da cobrança. Apenas um valor final para pagar. E claro, um aviso também bastante direto: tenho 15 dias para liquidar a dívida, caso contrário poderá existir uma ação judicial.
Queres saber o motivo da dívida? Paga para perguntar!
A melhor parte vem a seguir. Se quiser perceber de onde aparece esta dívida de 24.98€, tenho de ligar para a assistência da Vodafone.
O problema? É um serviço pago.
Ou seja, para perceber porque é que devo dinheiro… tenho de pagar para perguntar.
Faz sentido? Não. Mas está pago.
No final do dia, estamos a falar de 24.98€. É dinheiro, mas não me parece ser um valor que justifique perder tempo, fazer chamadas, abrir reclamações ou entrar em guerras burocráticas.
Por isso fiz aquilo que provavelmente muitas pessoas fazem nestas situações. Paguei.
Mas não pago calado. Até porque não deixa de ser curioso como funciona o processo. Mudamos de operadora para poupar dinheiro, pagamos tudo o que está em dívida antes de sair… e mesmo assim aparece uma conta misteriosa semanas depois.
Em suma, no final do dia não é o valor que chateia. É mesmo a forma como tudo isto acontece.







