A clássica navegação de três botões tem sido a identidade do Android durante anos. Os comandos para retroceder, ir para o ecrã inicial e ver as aplicações recentes são quase uma segunda natureza para milhões de utilizadores, porque são simples e fiáveis. No entanto, o Android mudou imenso desde que esses botões apareceram pela primeira vez. Atualmente, o sistema possui uma navegação baseada em gestos que parece muito mais rápida e intuitiva. Embora alguns fabricantes de telemóveis ainda enviem os seus dispositivos com a navegação de três botões no Android ativada por predefinição, chegou o momento de fazeres a transição.
Ainda usas os três botões no Android?
Logo à partida a navegação por gestos faz um melhor uso do espaço do ecrã e simplifica as ações diárias. É muito mais adequada para a maioria das pessoas e, assim que a experimentares de verdade, não há volta a dar.
O grande problema dos botões: desperdício de espaço
A navegação de três botões do Android é inegavelmente útil. Porém, quando a comparas com a navegação por gestos, um detalhe salta imediatamente à vista: o desperdício de espaço. Com o layout tradicional, uma parte do teu ecrã fica permanentemente reservada para esses comandos. Pode não parecer muito, mas nos telemóveis modernos, onde o ecrã se estende de ponta a ponta, essa faixa inferior é um espaço valioso.
Além disso, esta perda torna-se ainda mais notória dentro das aplicações. Se abrires o Instagram ou o YouTube, vais reparar num problema. Estas aplicações já têm a sua própria barra de navegação na parte inferior e os botões do Android ficam posicionados logo abaixo. Portanto, ficas com ainda menos espaço para o conteúdo real. O mesmo acontece com aplicações de leitura ou visualização de documentos, onde cada milímetro extra faz toda a diferença.
Claro que algumas aplicações, como reprodutores de vídeo e jogos em ecrã inteiro, ocultam frequentemente estes botões para obteres uma experiência mais imersiva. Contudo, isso cria outro obstáculo. Sempre que os quiseres usar, tens de deslizar a partir da parte inferior ou lateral do ecrã para os fazer aparecer. Indiscutivelmente, isto adiciona um passo extra que não deveria ser necessário.
Em contraste, a navegação por gestos resolve este problema eliminando totalmente a necessidade de botões visíveis. Tudo o que vês é uma barra de navegação fina na parte inferior. Adicionalmente, todo o sistema funciona através dessa barra, quer seja para voltar ao ecrã inicial ou para abrir o seletor de aplicações. Quando comparas os dois layouts lado a lado, a navegação por gestos confere um aspeto indiscutivelmente mais limpo e imersivo a todo o sistema.
Mudar de aplicações é lento e voltar atrás é chato
Outro grande problema com o sistema de três botões torna-se óbvio assim que experimentas a navegação por gestos pela primeira vez. Alternar entre as aplicações que acabaste de abrir é substancialmente mais fácil através de movimentos naturais.
Enquanto utilizas a configuração de botões, podes tocar no botão de aplicações recentes duas vezes para mudares para a aplicação anterior. Isto é prático se quiseres saltar entre duas plataformas, mas a conveniência fica por aí. Por outro lado, com a navegação por gestos, basta deslizar para a esquerda ou para a direita na barra inferior para alternar entre várias aplicações. Cada deslize permite-te saltar para a próxima aplicação usada recentemente. Inegavelmente, este método é muito mais ágil do que abrir o menu e selecionar uma aplicação manualmente.
Ainda mais inconveniente no layout tradicional é o botão de retroceder. Como está colocado na parte inferior do ecrã, sempre que o quiseres usar, tens de esticar o polegar até lá abaixo. Isto pode parecer fácil em telemóveis mais pequenos, mas é frequentemente desconfortável em dispositivos com ecrãs grandes, especialmente quando estás a usar o telemóvel apenas com uma mão.
Por conseguinte, a navegação por gestos simplifica imenso esta ação. Podes deslizar para o centro a partir de qualquer uma das margens laterais do ecrã para voltar atrás. É um movimento super natural e funciona independentemente de onde o teu polegar estiver apoiado.
Os gestos são incrivelmente rápidos quando te habituas
Uma das maiores razões pelas quais as pessoas se mantêm fiéis ao layout de três botões é a familiaridade. Foi com este sistema que a maioria dos utilizadores mais antigos começou e a memória muscular é uma força poderosa. Naturalmente, usar a navegação por gestos numa fase inicial pode parecer um pouco estranho. Deslizar para cima para ir para o início, deslizar e segurar para trocar de aplicação e puxar a partir da borda para retroceder requer alguma habituação. No entanto, a curva de aprendizagem é por norma muito curta.
Posteriormente, assim que te habituares a estes movimentos, vais descobrir que é muito mais fácil utilizar os restantes atalhos do Android. Por exemplo, deslizar para baixo na base do ecrã ativa o modo de uma mão com extrema facilidade. Além disso, pressionar longamente a barra de navegação aciona a inteligência artificial do sistema de forma imediata. Em equipamentos de certas marcas, deslizar para cima com dois dedos a partir da base até inicia o modo de ecrã dividido num piscar de olhos.
Em suma, assim que estes gestos passarem a fazer parte da tua rotina, voltar ao antigo layout de três botões vai parecer definitivamente antiquado. O layout tradicional ainda tem o seu lugar para pessoas que estão a usar um smartphone pela primeira vez ou para quem depende de funcionalidades de acessibilidade. Porém, para a grande maioria dos utilizadores, é uma tecnologia que já deveria ter ficado no passado.











