Trade Republic apostou em Portugal – Caso não saibas, existe uma guerra aberta no setor financeiro, onde podemos ver a revolução das fintechs e a forma como a tecnologia veio dar um abanão à banca tradicional. Isto é importante, porque como devesa saber, as taxas de poupança em Portugal são uma autêntica vergonha.
Os bancos tradicionais continuam a cobrar comissões por tudo e por nada enquanto pagam uma miséria pelo dinheiro que lá tens parado. Mas o mercado está a mudar a uma velocidade impressionante. É exatamente por isso que a Trade Republic acabou de anunciar a abertura da sua sucursal oficial em Portugal, trazendo uma proposta que ataca diretamente o comodismo das instituições nacionais.
IBAN português e suporte fiscal simplificado: O adeus às dores de cabeça?

Para não entrarmos em preciosismos técnicos aborrecidos, a grande novidade desta operação é que a plataforma passa a disponibilizar contas com IBAN nacional (PT50).
Isto significa que a conta deixa de ser apenas um local para guardar investimentos e passa a funcionar como uma conta à ordem completa. Ou seja, onde podes domiciliar o teu ordenado, pagar despesas por débito direto e fazer transferências imediatas sem qualquer tipo de comissão.
A par do IBAN nacional, a abertura da sucursal traz outra excelente notícia para os aforradores: um processo de reporte fiscal simplificado. Declarar contas e investimentos no estrangeiro sempre foi um dos maiores entraves e motivos de receio para o utilizador comum na hora de preencher o IRS. Ao ter uma presença local regulada, a burocracia do reporte de dados ao fisco fica muito mais facilitada.
Mais de 200 mil clientes a desafiar o status quo!

A empresa revelou também que já ultrapassou a marca histórica dos 200 mil clientes em Portugal, tendo duplicado a sua base de utilizadores no espaço de apenas um ano. E a verdade é que não é difícil perceber este crescimento. Enquanto a banca tradicional portuguesa continua a apresentar lucros recorde à custa de taxas de remuneração que estão entre as mais baixas da Europa. As alternativas digitais provam que é possível dar uma rentabilidade justa ao investidor particular.
De facto, a Trade Republic entra em campo com argumentos difíceis de ignorar: uma conta à ordem gratuita, juros de 3% sobre o saldo para novos clientes, planos de investimento automáticos e sem custos, e um cartão de débito que devolve 1% de “Saveback” em todas as compras elegíveis para ser reinvestido. Além disso, os levantamentos em caixas multibanco acima de 100 euros são totalmente gratuitos e não há comissões de câmbio nas transações feitas fora da zona euro.
Esta jogada é uma declaração de guerra aberta à saturação do mercado bancário em Portugal. Resta agora ver se as instituições tradicionais vão ser obrigadas a reagir e a competir. Ou se vai ficar tudo na mesma.







