A crise da memória não poupa ninguém. Nem TVs, nem eletrodomésticos!
Se ainda havia quem achasse que a crise da memória ia ficar “fechada” nos smartphones, placas gráficas e PCs, más notícias. Samsung já veio dizer, de forma clara, que ninguém vai escapar. Nem sequer os televisores ou os eletrodomésticos.
As palavras são de TM Roh, co-CEO da Samsung, que deixou o aviso durante uma intervenção sobre o negócio de semicondutores da empresa. Segundo o próprio, esta é uma situação sem precedentes e nenhuma indústria de consumo está imune ao impacto da escassez de memória.
A memória está a ficar cara. E vai espalhar-se por tudo e todos!

O problema já não é novo, mas está a agravar-se. Aliás, estamos fartos de falar disto na Leak.pt.
Os preços contratuais de DRAM deverão subir mais de 50% logo no primeiro trimestre de 2026, e fabricantes como a Samsung e a SK hynix nem sequer querem comprometer-se com contratos de longo prazo.
Porquê?
Porque simplesmente não conseguem garantir produção suficiente.
E mesmo que consigam aumentar a capacidade, há um detalhe importante. Toda a memória adicional está a ser canalizada para IA, data centers e infraestrutura de cloud, deixando o consumidor em segundo plano.
Smartphones não são os únicos afetados

TM Roh foi bastante direto. A escassez de memória já não afeta apenas telemóveis. Vai pressionar preços e disponibilidade em tudo o que é minimamente smart nos tempos que correm.
Ou seja, tudo o que hoje leva mais inteligência, mais software e mais funcionalidades também leva… mais memória. E isso tem um custo.
O próprio executivo não afastou a hipótese de aumentos de preços, admitindo que algum impacto é inevitável. A Samsung diz estar a trabalhar com parceiros para minimizar danos a longo prazo, mas não promete milagres.
O efeito dominó já está em andamento
Nos smartphones, por exemplo, o custo da memória pode fazer o Bill of Materials subir até 25%. Resultado? Margens mais apertadas, menos modelos lançados, menos stock e preços mais altos.
E o pior é que isto não parece algo passageiro. As previsões apontam para escassez até 2027, ou mais além, especialmente enquanto as grandes tecnológicas continuarem a investir tudo em IA e centros de dados.
No fim do dia, quem paga és tu
A mensagem é simples e pouco simpática.

