Caso não te lembres, quando a DIGI chegou oficialmente ao mercado português, a grande resposta das três grandes operadoras (Vodafone, NOS e MEO) não foi baixar os preços dos seus pacotes base. Em vez disso, a aposta ficou no lado de sub-marcas low-cost (Amigo, WOO e UZO).
De facto, enquanto no lado da rede móvel estas low-cost chegavam a todo o lado, com tarifários muito em linha com aquilo que a nova rival trazia para cima da mesa, na fibra ótica apenas apareciam disponíveis se porventura a DIGI estivesse presente.
É daquelas formas de fazer as coisas que parece apenas possível em Portugal.
Mas… Adiante. Eu já fui cliente de todas as operadoras low-cost no lado da rede móvel, e tenho uma coisa a dizer… O serviço parece estar a ficar cada vez pior. O que não é obviamente inocente.
Tarifários Low-Cost estão cada vez piores em Portugal?
Portanto, temos de ter em conta que as três low-cost usam a mesma exata infraestrutura das suas marcas mãe.
Ou seja, a Amigo usa as antenas da Vodafone, a WOO usa as da NOS, e por fim, a UZO aproveita as da MEO.
Mas… Sendo low-cost, e apesar das muitas promessas que são feitas nos sites de cada uma, existem limitações que podem ser ou não graves para o uso diário de cada um. O que é mais ou menos normal, afinal de contas, existem agora tarifários ilimitados entre os 5€ e 10€ em qualquer operadora. Tem de existir alguma diferença entre serviços low-cost e premium.
Uma das grandes diferenças é a prioridade de acesso à rede.
Ou seja, se estiveres num sítio com muita gente, a tua prioridade no acesso à rede móvel não vai ser a mesma face a um cliente da marca principal. Isto afeta a qualidade da rede, que por sua vez afeta a qualidade da chamada, e claro, a velocidade dos dados móveis.
A minha questão é… Esta parte da prioridade está cada vez pior. Eu sinto que a qualidade da minha rede móvel está cada vez pior, o que também me dá a sensação de que é uma jogada para eu voltar para os tarifários de antigamente.
Fica a ideia de que as coisas estão a piorar ao longo do tempo, de forma propositada. O que faria algum sentido se formos a olhar para o mercado.
Ou seja, sim, a grande aposta nas marcas low-cost fez com que muitos dos clientes que poderiam abandonar a Vodafone, MEO e NOS ficassem dentro do ecossistema destas. Porém, a pagar muito menos. As grandes operadoras não perderam os clientes, mas perderam muito dinheiro. Especialmente quando temos de ter em conta que tiveram de investir em novas equipas, mais infraestrutura, e muito marketing. Não foi uma brincadeira positiva para elas.
E agora?
A questão aqui é, em 2026, eu nunca voltarei atrás para pagar 40€ por um tarifário ilimitado. Especialmente quando a DIGI anda a crescer de mês para mês, com mais cobertura, mais serviços, e preços que em vez de se mexerem para cima, desceram ainda mais.
Os tempos mudaram, e como tal, o consumidor também tem de mudar e ser mais exigente.




