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NASA encontrou moléculas orgânicas em Marte!

No seguimento da notícia de ontem, em que a NASA anunciou que tinha encontrado ‘alguma coisa’ em Marte e que queria partilhar a sua descoberta com o resto do mundo…

Hoje os cientistas da agência espacial, apresentaram as suas descobertas num livestream no YouTube, com dois estudos publicados na revista Science!

Então… A NASA encontrou extraterrestres em Marte? Não… mas encontrou algo bastante perto disso!

NASA Marte

A NASA anunciou que o rover ‘Curiosity’ descobriu aquilo a que os cientistas descrevem de “moléculas orgânicas”. Isto, em algumas rochas perfuradas pelo pequeno rover.

Estas camadas têm cerca de 4 mil milhões de anos, ou seja, uma altura em que o planeta vermelho tinha um ambiente bem mais adequado para suportar ‘vida’.

Claro que os cientistas avisaram logo que isto não é uma prova de que existiu vida em Marte no passado!

Em suma, é possível que esta matéria orgânica tenha vindo de alguma espécie de ser vivo da superfície Marciana há milhões de anos! No entanto, há outras maneiras de criar matéria como esta.

Os investigadores sublinham que existe outros processos naturais que dão origem a matéria orgânica, mas tendo em conta que estes materiais foram descobertos numa zona que os cientistas pensam que pode ter tido um dia condições para suportar vida…  É um assunto que merece muito mais atenção!

Além dista descoberta, a NASA também comunicou que as medições de gás metano na atmosfera Marciana têm estado bastante estranhas.

Os cientistas, dando uso aos instrumentos do rover ‘Curiosity’. Têm conseguido detectar picos nos níveis de metano na atmosfera, e a fonte é ainda um mistério!

Talvez seja devido à reacção entre rochas e água debaixo da superfície do planeta, mas também pode ser devido a um subproduto de actividade microbiana! Que claro está… Prova a presença de vida no planeta! Mesmo que muito pequena.

Estas revelações são incrivelmente importantes, talvez até um marco na procura de vida no espaço! Talvez um dia olhemos para trás, para este dia como um degrau para os futuros grandes anúncios espaciais!

Fonte | Via

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ALMA encontra a galáxia mais distante com oxigénio!

Pouco tempo depois do Big Bang, as primeiras gerações de estrelas começaram a alterar a composição química das galáxias primitivas, enriquecendo lentamente o meio interestelar com elementos básicos como oxigénio, carbono e nitrogénio. Encontrar os primeiros vestígios desses elementos comuns, iria lançar, uma nova luz sobre a evolução química das galáxias, incluindo a nossa.

Novas observações efetuadas com o Atacama Large Millimeter / submillimeter Array, também conhecido por ALMA, revelaram uma assinatura fraca de oxigénio, vinda de uma galáxia a uma distância recorde de 13,28 mil milhões de anos-luz da Terra, o que significa que estamos a observar esse objeto, tal e qual como ele apareceu quando o universo tinha apenas 500 milhões de anos, ou menos de 4% da sua idade atual.

ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), NASA/ESA Hubble Space Telescope, W. Zheng (JHU), M. Postman (STScI), the CLASH Team, Hashimoto et al.
Esta imagem mostra o aglomerado de galáxias MACS J1149.5 + 2223 tirado com o Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA e a imagem inserida é a galáxia MACS1149-JD1 localizada a 13,28 biliões de anos-luz de distância observada com o ALMA. Aqui, a distribuição de oxigénio detectada com o ALMA é mostrada em verde.

Para que uma jovem galáxia, conhecida como MACS1149-JD1, contenha vestígios detectáveis de oxigénio, ela deve ter começado a criar estrelas ainda mais cedo: apenas 250 milhões de anos após o Big Bang. Isto é excepcionalmente cedo na história do universo e sugere que ambientes ricos em químicos evoluíram rapidamente.

“Fiquei emocionado ao ver o sinal do oxigénio mais distante”, explica Takuya Hashimoto, principal autor do estudo publicado na revista Nature e investigador na Universidade Osaka Sangyo e do Observatório Astronómico Nacional do Japão.

“Esta galáxia extremamente distante e extremamente jovem tem uma notável maturidade química”, afirmou Wei Zheng, astrónomo da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, que liderou a descoberta desta galáxia com o Telescópio Espacial Hubble e estimou a sua distância. Wei Zheng também é membro da equipa de pesquisa do ALMA. “É verdadeiramente notável que o ALMA tenha detetado uma linha de emissão, a impressão digital de um elemento em particular e a uma tal distância recorde.”

Após o Big Bang, a composição química do universo foi totalmente limitada com o desaparecimento de diversos elementos como o oxigénio. Seriam necessárias várias gerações de nascimento de estrelas e supernovas para semear o jovem cosmos com quantidades detetáveis de oxigénio, carbono e outros elementos criados nos corações das estrelas.

Depois desses átomos de oxigénio serem libertados das supernovas, iram entrar no espaço interestrelar.  Lá esses átomos seriam super aquecidos e ficariam ionizados pela luz e radiação de estrelas massivas. Esses átomos quentes e ionizados iriam “brilhar” intensamente na luz infravermelha. À medida que essa luz percorria as vastas distâncias cósmicas até a Terra, ela iria expandir-se pelo universo, acabando por se transformar na distinta luz de milímetro que o ALMA foi especificamente desenvolvido para detectar e estudar.

Ao medir a precisa alteração do comprimento dessa onda de luz, a equipa determinou que este sinal revelador de oxigénio teria viajado 13,28 biliões de anos-luz para chegar até nós, tornando-se a assinatura mais distante de oxigénio, já detectado por qualquer telescópio.

A equipa reconstruiu então a história da formação de estrelas na galáxia usando dados infravermelhos obtidos com o Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA e o Telescópio Espacial Spitzer. O brilho observado da galáxia terá sido explicada por um modelo, que concluiu que o início da formação das estrelas foi há mais de 250 milhões de anos atrás. O modelo indicou que a formação das estrelas tornou-se inativa, após as primeiras estrelas se terem inflamado. Em seguida, terá sido revivido na época das observações ALMA: 500 milhões de anos após o Big Bang.

Os astrónomos sugerem que a primeira explosão da formação estelar levou o gás para longe da galáxia, o que viria suprimir a formação das estrelas durante algum tempo.  O  voltou então para a galáxia, conduzindo a uma segunda explosão na formação da estrela.  As estrelas massivas recém-nascidas na segunda explosão ionizaram o oxigénio entre elas (são essas emissões que foram detetadas com o ALMA).

O ALMA  já estabeleceu o recorde do oxigénio mais distante várias vezes.  Em 2016, Akio Inoue, da Universidade Osaka Sangyo e os seus colegas encontraram o sinal de oxigénio a 13,1 biliões de anos-luz de distância com o ALMA.  Vários meses depois, Nicolas Laporte, da Universidade e colégio de Londres , usou o ALMA para detectar oxigénio a 13,2 biliões de anos-luz de distância. Agora, as duas equipas juntaram-se e alcançaram esse novo recorde juntas. I

“Com esta descoberta, conseguimos alcançar a primeira fase da história da formação de estrelas cósmicas”, disse Hashimoto. “Estamos ansiosos para encontrar oxigénio, em partes ainda mais distantes do universo e expandir o horizonte do conhecimento humano.”

Esta pesquisa foi apresentada num artigo do jornal Nature.

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Astronauta da NASA dá os parabéns a Portugal com imagem tirada do espaço

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